Página em Construção

Atenção! Este blog encontra-se em construção.

Ainda não foi possível postar todos os temas, mas com o passar do tempo vou postando.

Este blog reúne textos de minha autoria e também de outros autores, sendo devidamente respeitado os direitos autorais dos mesmos.

Todo o material postado aqui não substitui o estudo do livro.

Obrigado e boa pesquisa!

segunda-feira, 23 de março de 2015

Revolução Russa

No século XIX, a Rússia juntamente com a Inglaterra, a França, a Alemanha e a Áustria, era uma das maiores potências européias, porém enquanto os outros países cresciam, faziam reformas e se industrializavam, a Rússia não se modernizava.
A Rússia era considerada um país atrasado em relação aos demais. Sua economia baseava-se na agricultura. Os servos  trabalhavam, mas os senhores feudais não tinham o menor interesse de modernizar as plantações.

O país era governado pelo Czar (Imperador), que tinha poder absoluto, ou seja, todos estavam submetidos a ele, inclusive a Igreja Católica Ortodoxa.

Entre os anos de 1854 e 1856, a Rússia entrou em guerra com a Inglaterra, França e Turquia (Guerra da Criméia), mas foi derrotada justamente por causa do atraso em que se encontrava o país.

Então, o czar Alexandre II tomou algumas providências:
- Aboliu a servidão
- Vendeu terras aos camponeses
- Mandou ocupar novas áreas agrícolas

Tudo isso trouxe benefícios para o país que cresceu e se tornou exportador de grãos, além de ter favorecido o aumento da população. Esse aumento trouxe algumas conseqüências graves, como por exemplo, a dificuldade de se encontrar emprego e a baixa produtividade agrícola gerando fome e revolta.

A saída encontrada pelo governo foi estimular um programa de industrialização, isso permitiu que muitos estrangeiros fossem para a Rússia e várias fábricas foram implantadas, conseqüentemente entre os anos de 1880 e 1900 e Rússia apresentou as maiores taxas de crescimento industrial.

Enquanto o país se modernizava o absolutismo continuava intacto e isso causava descontentamento entre a população que se unia cada vez mais.

Em 1904 a Rússia se envolveu em uma guerra contra o Japão. Este conflito desorganizou a economia piorando a situação dos operários e camponeses. A humilhação da derrota acirrou os ânimos contra o czar. No ano seguinte, os habitantes saíram em uma passeata a fim de entregar um abaixo-assinado ao Imperador pedindo melhoras nas condições de vida e a instalação de um parlamento. O czar respondeu com um massacre promovido por suas tropas, aumentando ainda mais a revolta do povo.

Apesar de tudo, ele fez algumas concessões e dentre elas estava a instalação do parlamento (Duma).

Entre os anos de 1907 e 1914, a Rússia voltou a ter uma aparente tranqüilidade, pois houve uma alta no crescimento industrial e os camponeses ganharam terras.

Grande parte da oposição era socialista e se baseava nas idéias de Karl Marx, eles acreditavam que todos os problemas do país só acabariam se o capitalismo fosse abolido e o comunismo fosse implantado.

Os comunistas se dividiam em dois grupos: Bolcheviques e Mencheviques.
- Bolcheviques: queriam derrubar o czarismo pela força, eram liderados por Lênin.
- Mencheviques: propunham a implantação do socialismo através de reformas moderadas.

Com o advento da Primeira Grande Guerra (1914) o povo russo se sentiu na obrigação de lutar, porém o combate trouxe algumas conseqüências:
- Desorganização da economia
- Fome, pobreza e racionamento
- Saques, passeatas e protestos contra o czar
- Renúncia do czar em 1917 diante da pressão popular

A deposição do Imperador não trouxe tranqüilidade aos russos, pelo contrário, o conflito passou a se dar entre os elementos da oposição.

Com a derrubada do czar, o governo provisório (cujos membros se identificavam com os interesses da burguesia russa) assumiu o poder. Esse governo adotou algumas medidas, como:
- Anistia para presos políticos
- Liberdade de imprensa
- Redução da jornada de trabalho para 8h.

Estas medidas agradaram à burguesia, mas os camponeses (queriam terras) e operários (queriam melhores salários) não gostaram.

Os bolcheviques, aos poucos, se tornaram os porta-vozes de todas essas reivindicações.

Os sovietes eram organizações políticas que nasceram no seio das camadas populares e representavam os interesses dos trabalhadores. Assim, havia os sovietes de operários, de camponeses e de soldados. Expressavam uma forma de poder popular em oposição ao governo provisório e se tornaram decisivos nos rumos políticos do país.

Alguns grupos viam nos bolcheviques a solução pra diversos problemas.

Lênin apoiado pelos sovietes e por uma milícia popular conquista a capital obrigando o governo provisório a renunciar e assumindo o governo em 1917. Eles acreditavam que só o comunismo poderia trazer felicidade para os russos. No poder, eles tentaram realizar e criar uma sociedade onde todos fossem iguais e livres.

Para realizar esse sonho, foram tomadas várias medidas:
- As terras da Igreja, nobreza e burguesia foram desapropriadas e distribuídas aos camponeses
- Quase tudo se tornou propriedade do estado (fábricas, lojas, diversões, bancos,etc)

A idéia dessas medidas era criar igualdade entre os homens, pois, segundo o Marxismo, sem propriedade não haveria exploradores e explorados.

Várias foram as dificuldades que surgiram durante o governo e o novo regime se tornava mais autoritário, distanciando cada vez mais o sonho de criar uma sociedade onde todos fossem livres e iguais.

Em 1921, foi permitido ao povo a abertura de pequenos negócios, pois a sociedade precisava ser estimulada. Os camponeses voltaram a produzir para vender no mercado e as grandes empresas estatais passaram a considerar as necessidades de consumo do povo.

Esta série de medidas ficou conhecida como Nova Política Econômica (NEP) e teve resultados satisfatórios no campo econômico, porém no campo social não foi tão bom assim.

No campo, surgiram camponeses ricos que pagavam um salário para outros camponeses. Para os comunistas essa atitude representava a volta da exploração capitalista.

Nas cidades, os grandes empresários lucravam com essa nova economia e isso fortaleceu o aumento das desigualdades sociais.

Em termos políticos o poder ficou nas mãos do Partido Comunista. Outros partidos (inclusive os demais partidos comunistas) e os sindicatos foram proibidos de funcionar.

Após a morte de Lênin, Trotsky (chefe do exército) e Stálin foram os dois líderes que disputaram o poder. Stálin saiu vencedor.

Decidido a industrializar o país, ele só podia contar com dinheiro que vinha da agricultura, já que não podia fazer empréstimos internacionais por causa da pobreza em que o país se encontrava.

Para aumentar a produtividade, foram criadas as fazendas coletivas e muitos camponeses foram obrigados a entregar o gado e as terras ao estado para trabalharem (contra a vontade) nestas fazendas.

Nas fábricas, os operários foram proibidos, sob ameaça de morte, de fazer greve ou mudar de emprego. Apesar disso, as metas de Stálin foram alcançadas e a União Soviética passou por um processo de modernização e industrialização. Porém, o totalitarismo implantado por Stálin na URSS mantinha um rígido controle sobre a imprensa e a cultura em geral.

Fonte: http://www.infoescola.com/historia/revolucao-russa/

Os Romanov


segunda-feira, 16 de março de 2015

A Primeira Guerra Mundial (1914-1918)

Antecedentes e contexto histórico

Vários problemas atingiam as principais nações europeias no início do século XX. O século anterior havia deixado feridas difíceis de curar. Alguns países estavam extremamente descontentes com a partilha da Ásia e da África, ocorrida no final do século XIX. Alemanha e Itália, por exemplo, haviam ficado de fora no processo neocolonial. Enquanto isso, França e Inglaterra podiam explorar diversas colônias, ricas em matérias-primas e com um grande mercado consumidor. A insatisfação da Itália e da Alemanha, neste contexto, pode ser considerada uma das causas da Grande Guerra.

Vale lembrar também que no início do século XX havia uma forte concorrência comercial entre os países europeus, principalmente na disputa pelos mercados consumidores. Esta concorrência gerou vários conflitos de interesses entre as nações. Ao mesmo tempo, os países estavam empenhados numa rápida corrida armamentista, já como uma maneira de se protegerem, ou atacarem, no futuro próximo. Esta corrida bélica gerava um clima de apreensão e medo entre os países, onde um tentava se armar mais do que o outro.

Existia também, entre duas nações poderosas da época, uma rivalidade muito grande. A França havia perdido, no final do século XIX, a região da Alsácia-Lorena para a Alemanha, durante a Guerra Franco Prussiana. O revanchismo francês estava no ar, e os franceses esperando uma oportunidade para retomar a rica região perdida.

O pangermanismo e o pan-eslavismo também influenciaram, fazendo com que aumentasse ainda mais o estado de alerta na Europa. Havia uma forte vontade nacionalista dos germânicos em unir, em apenas uma nação, todos os países de origem germânica. O mesmo acontecia com os países eslavos.

O início da Primeira Guerra Mundial

Ilustração do assassinato do Arquiduque Francisco Ferdinando.
O estopim deste conflito foi o assassinato de Francisco Ferdinando, príncipe do império austro-húngaro, durante sua visita a Saravejo (Bósnia-Herzegovina). As investigações levaram ao criminoso, um jovem integrante de um grupo Sérvio chamado mão-negra, contrário a influência da Áustria-Hungria na região dos Balcãs. O império austro-húngaro não aceitou as medidas tomadas pela Sérvia com relação ao crime e, no dia 28 de julho de 1914, declarou guerra à Servia.








Algumas causas da Primeira Guerra

Os pontos que podemos destacar na profunda origem da Primeira Guerra Mundial, que, segundo alguns especialistas na área, se desenvolveram principalmente após o Congresso de Viena e a derrota final de Napoleão Bonaparte, são esses a seguir:

Governos não-unificados;
Disputas prévias não resolvidas;
Imperialismo;
Corrida armamentista;
Planejamento militar rígido;
Atrasos e discrepâncias nas comunicações diplomáticas;
E o complexo sistema de alianças que se desenvolvia entre os países europeus.

Luta por terras
Na segunda metade do século XIX várias porções de terras da África e da Ásia foram partilhadas entre as nações europeias. França e Inglaterra ficaram com grandes territórios, cheios de recursos exploráveis, mas Itália e Alemanha não foram assim tão beneficiadas na divisão das terras e tiveram que se contentar com territórios de “pouco valor”. Essa é tida também como uma das causas da Primeira Guerra Mundial, uma vez que o descontentamento se espalhou pelos dois países, que permaneceram desejando mais territórios para explorar.

Desentendimentos
As nações europeias eram sustentadas pelo comércio. Com o tempo a disputa por consumidores e por matérias-primas dos produtos oferecidos foi ficando mais acirrada. Algumas ações e decisões desleais foram tomadas por alguns países, que acabaram se destacando e acumulando desafetos. Esses pequenos desentendimentos são apontados também como uma das principais causas da Primeira Guerra Mundial.

Nacionalismos
Uma das influências para que este conflito acontecesse foram também os nacionalismos. Os nacionalismos que reinavam entre os países europeus eram o pan-eslavismo e o pan-germanismo. O primeiro atingia a Rússia e os países de origem eslava, e tinha como ideal promover a união desses países, enquanto o segundo desejava unir os países de origem germânica para formar um grande império. Também se fez presente a rivalidade entre os países Alemanha e Inglaterra.

Desenvolvimento

As batalhas desenvolveram-se principalmente em trincheiras. Os soldados ficavam, muitas vezes, centenas de dias entrincheirados, lutando pela conquista de pequenos pedaços de território. A fome e as doenças também eram os inimigos destes guerreiros. Nos combates também houve a utilização de novas tecnologias bélicas como, por exemplo, tanques de guerra e aviões. Enquanto os homens lutavam nas trincheiras, as mulheres trabalhavam nas indústrias bélicas como empregadas.




Fim do conflito e resultados

Em 1917 ocorreu um fato histórico de extrema importância : a entrada dos Estados Unidos no conflito. Os EUA entraram ao lado da Tríplice Entente, pois havia acordos comerciais a defender, principalmente com Inglaterra e França. Este fato marcou a vitória da Entente, forçando os países da Aliança a assinarem a rendição. Os derrotados tiveram ainda que assinar o Tratado de Versalhes que impunha a estes países fortes restrições e punições. A Alemanha teve seu exército reduzido, sua indústria bélica controlada,  perdeu a região do corredor polonês, teve que devolver à França a região da Alsácia Lorena, além de ter que pagar os prejuízos da guerra dos países vencedores. O Tratado de Versalhes teve repercussões na Alemanha, influenciando o início da Segunda Guerra Mundial.

A guerra gerou aproximadamente 10 milhões de mortos, o triplo de feridos, arrasou campos agrícolas, destruiu indústrias, além de gerar grandes prejuízos econômicos em todos os países envolvidos.

terça-feira, 10 de março de 2015

O Feudalismo

Introdução

O Feudalismo pode ser visto enquanto um sistema de produção a partir do século IX, definido após um longo processo de formação, reunindo principalmente elementos de origem germânica e de origem romana. Essa estrutura foi marcante na Europa Ocidental e responsável pela consolidação de conceitos e valores que se perpetuarão. Muitos vêem nesse momento o desenvolvimento da "Europa Cristã".

Periodização:

Séc. III - VIII - formação do Feudalismo, tem início com as primeiras invasões bárbaras;
Séc. VIII - XI - apogeu do Feudalismo;
Séc. XI - XV - decadência.

O feudalismo ocorreu entre o século V e XV, após a queda do Império Romano e que se divide em pequenos reinos, porém esses reinos não foram capazes de solucionar os problemas de segurança das pessoas, e no século V a população começa a fazer um êxodo urbano, pois a população estava indefesa contra os ataques  dos Germanos procurando assim se esconder dos ‘‘bárbaros’’.

A economia

A economia feudal possuía base agrária, ou seja, a agricultura era a atividade responsável por gerar a riqueza social naquele momento. Ao mesmo tempo, outras atividades se desenvolviam, em menor escala, no sentido de complementar a primeira e suprir necessidades básicas e imediatas de parcela da sociedade. A pecuária, a mineração, a produção artesanal e mesmo o comércio eram atividades que existiam, de forma secundária.

Como a agricultura era a atividade mais importante, a terra era o meio de produção fundamental. Ter terra significava a possibilidade de possuir riquezas ( como na maioria das sociedades antigas e medievais), por isso preservou-se a caráter estamental da sociedade.

Os proprietários rurais eram denominados Senhores Feudais, enquanto que os trabalhadores camponeses eram denominados servos.
O feudo era a unidade produtiva básica. Imaginar o feudo é algo complexo, pois ele podia apresentar muitas variações, desde vastas regiões onde encontramos vilas e cidades em seu interior, como grandes "fazendas" ou mesmo pequenas porções de terra. Para tentarmos perceber o desenvolvimento socioeconômico do período, o melhor é imaginarmos o feudo como uma grande propriedade rural. O território do feudo era dividido normalmente em três partes: Manso Senhorial, Manso comum e Manso servil.




O Manso Senhorial é a parte da terra reservada exclusivamente ao senhor feudal e trabalhada pelo servo.

Manso comum e a parte da terra de uso comum. Matas e pastos que podem ser utilizadas tanto pelo senhor feudal como pelos servos. É o local de onde retiram-se lenha ou madeira para as construções, e onde pastam os animais.

Manso servil era a parte destinada aos servos. O manso é dividido em lotes (glebas) e cada servo tem direito a um lote. Em vários feudos o lote que cabe a um servo não é contínuo, ou seja, a terra de vários servos são subdivididas e umas intercaladas nas outras.

Fazendão medieval (Nobres viviam em castelo, enquanto os servos se espremiam numa vila para até 60 famílias)

DEUS É FIEL

Embora a casa senhorial geralmente tivesse sua própria capela, uma pequena igreja era construída nas imediações da vila. Uma parte das plantações, conhecida como "acre de Deus", era doada à Igreja pelo senhor feudal. Os servos dedicavam parte do seu tempo cultivando essas terras, além de repassar um décimo dos seus ganhos à paróquia

COZINHA EXTERNA

Geralmente, o forno era construído fora do castelo, para evitar incêndios. Era uma instalação grande, de pedra e tijolos, onde enormes espetos de ferro permitiam assar até mesmo um boi inteiro. Ao seu lado podiam existir prensas para produzir vinho, azeite ou farinha. Os servos pagavam uma taxa para usar essas instalações

CARROSSEL AGRÍCOLA

As plantações seguiam um sistema de rotação. Os campos aráveis eram divididos em três partes, mas, para não esgotar o solo, apenas duas eram cultivadas ao mesmo tempo. Depois da colheita, outra parte repousava e, assim, mantinha-se o cultivo ao longo do ano inteiro. Os servos passavam mais de metade da semana trabalhando nas terras do senhor ou da Igreja. No resto do tempo, eles cultivavam seus próprios lotes

FLORESTA ENCANTADA

Além de fornecer madeira para lenha e construções, o bosque era usado para caçadas. A princípio, essa era uma área comum, embora os animais maiores só pudessem ser abatidos pelo senhor feudal. Aos servos restavam os coelhos e esquilos. A colheita de frutas silvestres, castanhas e mel era livre, mas muitos evitavam entrar nos bosques, temendo o ataque de bruxas e figuras maléficas

VIDA EM SOCIEDADE

Localizada perto das lavouras e de uma fonte de água (rio ou lago), a vila reunia de 10 a 60 famílias. Os casebres tinham apenas um cômodo, sem chaminé ou janelas. As paredes eram feitas de barro reforçado com palha e a cobertura, de sapê. Nos arredores, pequenas hortas forneciam frutas e legumes. A fauna contava com galinhas, além de gatos e cães sem dono

LAR, RICO LAR

Na forma de um castelo ou simplesmente de um casarão de pedra, a residência senhorial abrigava o senhor feudal, sua família, seus empregados e encarregados da administração da propriedade. Em épocas de conflito, também servia de quartel para suas tropas. Os senhores mais abonados tinham várias casas espalhadas ao longo das suas terras — alguns chegavam a ter centenas delas

REI DO GADO

Tão importantes quanto as terras aráveis eram as campinas, onde pastavam os rebanhos de gado e ovelhas, além dos animais de carga e arado. Essas áreas podiam ser de uso comum, mas os cavalos e rebanhos do senhor feudal eram tratados pelos servos. Como não se produzia feno, muitos rebanhos eram dizimados durante os inversos mais rigorosos

EU BEBO SIM

Lagoas e riachos represados eram as fontes de água do senhorio, mas o medo de contaminação levava muitos a beber um tipo de cerveja da época. Parece justificativa de bêbado, mas não é. Primeiro, porque a cerveja era ruim e tinha baixo teor alcóolico. Segundo, porque era mesmo mais seguro que tomar a água medieval...

Obrigações dos servos nos feudos:

- Corveia - obrigação do servo de trabalhar nas terras do senhor, sendo que toda produção de seu trabalho era do proprietário das terras.

- Talha – o servo era obrigado a entregar metade de sua produção para o senhor feudal.

- Banalidades – pagamento feito pelo servo para utilização de instrumentos e instalações do feudo (celeiro, forno...).

- Mão-morta – taxa paga pelo filho do camponês, para permanecer no feudo após a morte de seu pai.

- Dízimo: O servo deveria destinar 10% da produção para a igreja para ajudar na manutenção da capela;

- Censo: valor pago pelos vilões para a nobreza;

- Taxa de Justiça: Valor pago pelos vilões e servos para serem julgados no tribunal;

- Formariage: Taxa paga pelo servo para auxiliar no custeio do pagamento de um nobre;

- Albergagem: O servo era obrigado a hospedar o senhor feudal.


A sociedade

A sociedade feudal era formada pela aristocracia proprietária de terras (composta pelo alto clero e pela nobreza) e pela massa de camponeses (servos e vilões não proprietários).

O clero ocupa papel relevante na sociedade feudal. Os sacerdotes destacavam-se como servidores de Deus, detentores da cultura e administradores das grandes propriedades da Igreja, além de sua marcante ação assistencial aos desvalidos. A Igreja procurava legitimar o modo de agir da aristocracia, afirmando que Deus tinha distribuído tarefas específicas a cada homem e que, portanto, uns deviam rezar pela salvação de todos (o clero), outros deviam lutar para proteger o povo de Deus (a nobreza) e os outros deviam alimentar com seu trabalho, aqueles que oravam e guerreavam (os camponeses).



O Poder

No mundo feudal não existiu uma estrutura de poder centralizada. Não existe a noção de Estado ou mesmo de nação. Portanto consideramos o poder como localizado, ou seja, existente em cada feudo. Apesar da autonomia na administração da justiça em cada feudo, existiam dois elementos limitadores do poder senhorial. O primeiro é a própria ordem vassálica, onde o vassalo deve fidelidade a seu suserano; o segundo é a influência da Igreja Católica, única instituição centralizada, que ditava as normas de comportamento social na época, fazendo com que as leis obedecessem aos costumes e à " vontade de Deus". Dessa forma a vida quase não possuía variação de um feudo para outro.
É importante visualizar a figura do rei durante o feudalismo, como suserano-mor, no entanto sem poder efetivo devido a própria relação de suserania e a tendência á auto-suficiência econômica.



Educação, cultura e arte medieval

A educação era para poucos, pois só os filhos dos nobres estudavam.  Esta era marcada pela influência da Igreja, ensinando o latim, doutrinas religiosas e táticas de guerras. Grande parte da população medieval era analfabeta e não tinha acesso aos livros.

A arte medieval também era fortemente marcada pela religiosidade da época. As pinturas retratavam passagens da Bíblia e ensinamentos religiosos. As pinturas medievais e os vitrais das igrejas eram formas de ensinar à população um pouco mais sobre a religião.

Podemos dizer que, no geral, a cultura medieval foi fortemente influenciada pela religião. Na arquitetura destacou-se a construção de castelos, igrejas e catedrais.

No campo da Filosofia, podemos destacar a escolástica (linha filosófica de base cristã), representada pelo padre dominicano, teólogo e filósofo italiano São Tomás de Aquino.

Fontes:
http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=295
http://idade-media.info/sociedade-medieval/servos.html
http://mundoestranho.abril.com.br/materia/como-era-um-feudo-na-idade-media

Batalha de Poitiers e a invasão islâmica

A Batalha de Poitiers ocorrida em 732 ficou conhecida como um dos mais célebres conflitos que envolveram muçulmanos e cristãos. E isto pelo fato da batalha ter sido apresentada como a ação militar que
Tela de Charles Steubem (1788-1856) retratando
Carlos Martel na Batalha de Poitiers
conseguiu deter as tropas islâmicas de adentrarem ainda mais o continente europeu, após a rápida tomada da Península Ibérica.

A partir do Emirado de Córdoba, constituído após 711, as tropas islâmicas se expandiram por essa região europeia, conquistando terras, além de saquear e pilhar várias localidades pelas quais as tropas passavam. A força das tropas islâmicas residia no fato de ser formada principalmente por cavalaria, uma forma de organização bélica não muito utilizada pelas tropas europeias.

Os conflitos entre muçulmanos e francos haviam se intensificado em 722, quando as tropas comandadas pelo duque Eudes da Aquitânia conseguiram conter os islâmicos em Toulouse, após terem atravessado os Pirineus. Dez anos depois, a ameaça se fazia novamente presente, com a diferença de que o duque Eudes se sentia incapaz de enfrentar novamente a cavalaria dos mouros. A saída foi pedir auxílio militar a seu rival, Carlos, rei dos francos.

Comandados por Abd al-Rahman, emir de Córdoba, os islâmicos haviam já conquistado Avignon, Viviers, Valence, Vienne, Lyon e Bourdeaux, quando o exército liderado por Carlos se colocou em um sítio localizado entre Poitiers e Tours. Porém, o exército europeu era composto predominantemente pela infantaria, lutando em terra, em uma formação muito próxima à adotada pelos exércitos macedônios e romanos.  A cavalaria utilizada pelos muçulmanos os havia colocado em vantagem anteriormente, o que acabou não ocorrendo na Batalha de Poitiers.

Gravura de soldado francês do exército de Carlos Martel,
empunhando uma lança utilizada nos combates
Falanges formadas pelo exército de Carlos, dispostas em forma de quadrados e dotadas de escudos, machados, punhais e lanças, postaram-se em uma colina à espera do ataque das tropas de Abd al-Rahman. Durante dois ou sete dias (informações que diferem de acordo com a fonte, cristã ou islâmica), as tropas se enfrentaram em sangrentas batalhas, que foram vencidas pelos cristãos. A Batalha de Poitiers foi um dos raros conflitos em que uma infantaria venceu a cavalaria.

O golpe final dado pelos cristãos se deu depois que invadiram o acampamento dos muçulmanos e
saquearam os tesouros que haviam pilhado durante as invasões às várias cidades francesas. A notícia de ataque ao acampamento levou à retirada de muitos cavaleiros islâmicos para salvar o seu butim. Na desorganização das tropas, Abd al-Rahman acabou se aproximando das linhas de defesa montadas por Carlos, sendo morto pela lança de um combatente. No dia seguinte, sem seu comandante e possivelmente sem parte dos tesouros pilhados, os muçulmanos recuaram, abandonando o local de batalha.

Carlos recebeu, após a batalha, a alcunha de Martel, significando “aquele que golpeia com um martelo”. Outra consequência da Batalha de Poitiers foi a expansão do império franco por Carlos Martel, conquistando a região dominada pelo duque da Aquitânia.

A Batalha de Poitiers ficou relegada à história como o momento de contenção da invasão islâmica na Europa, que colocava em risco a civilização cristã, que ainda não havia alcançado seu auge. Entretanto, novas incursões islâmicas ocorreram após este período, indicando que a construção dessa imagem de contenção da invasão pode ter sido feita com o objetivo de enaltecer as conquistas francas e contribuir com alguns elementos para a formação do nacionalismo francês.

Fonte: http://guerras.brasilescola.com/idade-media/batalha-poitiers-invasao-islamica.htm

domingo, 8 de março de 2015

Humanidade: A História de Todos Nós



**Clique nos episódios para assistir**

Atenção: Alguns episódios descrevem uma visão evolucionista da origem do universo, visão a qual não concordamos. Clique aqui para pesquisar sobre as Falhas do Evolucionismo.

Episódio: 1 INVENTORES
Em um planeta único, uma espécie sem igual dá seus primeiros passos. A Humanidade tem seu início em mundo cheio de perigos e ameaças. Para sobreviver, buscamos auxílio na natureza como nenhum outro ser vivo. Descobrimos o fogo, desenvolvemos a agricultura, construímos cidades e pirâmides, inventamos o comércio e dominamos a arte da guerra. Com um início humilde, nos transformamos nas criaturas dominantes. Agora, o futuro nos pertence.


Episódio: 2 HOMENS DE FERRO
A partir do caos, descobrimos o ferro. Armados com este metal, as pessoas comuns conseguem derrubar tiranos e construir uma nova ordem mundial. Do nascimento da democracia em Atenas até a criação da Bíblia, na Babilônia, o poder do povo remodela a Humanidade.


Episódio: 3 IMPÉRIOS
Um homem foi crucificado na cidade de Jerusalém. Sua morte deu início a uma religião que se espalhou pelo mundo, carregando seu nome. Mas o Cristianismo nunca teria repercutido sem a ação do Império Romano. Suas amplas rotas e diversos caminhos não permitiam apenas que mercadorias se locomovessem, mas também as ideias. Elas fluíram pelos continentes, transformando a Humanidade com a mensagem de Jesus. Hoje, uma a cada três pessoas do mundo se define como cristã.


Episódio: 4 GUERREIROS
Quando Roma foi saqueada pelos bárbaros, a Humanidade ganhava um novo marco. Era o início da Idade das Trevas. Nesta época, duas novas forças refazem o mundo. Os Árabes, financiados pela febre do ouro, unem-se sob a bandeira do Islã. Os Vikings rejuvenescem as cidades da Europa, viajam para a América e tornam-se cavaleiros cristãos. O palco está preparado para um choque de civilizações: as Cruzadas.


Episódio: 5 PESTE
Genghis Khan, o senhor da guerra mais sangrenta da história, varre o sul da Mongólia e cria um império poderoso. Ele deixa 40 milhões de mortos em seu percurso. Mas um assassino ainda maior cerca a Humanidade, a Peste. Viajando ao longo das rotas comerciais da Mongólia, a doença causa estragos na Ásia e na Europa. É o maior desastre biológico da história. Mas as Américas não são infectadas. Aqui, as civilizações florescem em isolamento.


Episódio: 6 SOBREVIVENTES
O ouro da África foi o pontapé inicial do renascimento na Europa. O dinheiro flui em Veneza, criando novas oportunidades para empresários dispostos a correr riscos. Na China, uma nova arma, a pistola, permite uma revolta camponesa para unificar o país. As inovações chinesas inspiram a Europa, o que conduz à criação da imprensa. Milhões de livros são impressos. Um deles vai inspirar uma viagem ao Novo Mundo. A América desponta.


Episódio: 7 NOVO MUNDO
O poderoso império asteca domina a América Central, mas seu futuro está ameaçado pelo efeito dominó da chegada de um exército islâmico a Constantinopla, a 12.000 km de distância, no que é hoje a Turquia. Devido à invasão deste centro de comércio, e para não perder o acesso às especiarias e outros insumos, os europeus se apressam a encontrar uma nova rota para o Oriente. Assim, Cristóvão Colombo chega acidentalmente à América, e encontra ouro. Em menos de 30 anos os astecas serão conquistados.


Episódio: 8 TESOURO
Nos Andes, os espanhois abrem a maior mina de prata do mundo, e cunham milhões de “pesos de ocho”, o dólar espanhol. Estas moedas transformam a economia global, enchem os baús dos piratas de tesouros e ajudam a pagar o Tajmahal. A prosperidade traz milhões de africanos ao Novo Mundo, como escravos. Da Inglaterra sai também um pequeno grupo de Peregrinos, que se tornam pioneiros em busca da liberdade.


Episódio: 9 PIONEIROS
Começa uma nova era de explorações para a Humanidade. As terras selvagens da América do Norte, Sibéria e Austrália se transformam em nome do comércio e da ciência, e as tradições ancestrais desaparecem. Em menos de um século, o medo irracional que o julgamento das bruxas de Salem produziu, foi substituído por um grito muito racional pedindo a liberdade. Os revolucionários americanos enfrentam um império poderoso, e começa a batalha pelo mundo moderno.


Episódio: 10 REVOLUÇÕES
Duas grandes revoluções se entrelaçam. A Revolução Americana inspira sonhos de liberdade política e pessoal. Já a Revolução Industrial substituiu a força muscular por máquinas, libertando a humanidade dos limites da natureza. Mas o nosso inimigo mais antigo, a doença, se desenvolve nas cidades industriais. Com a Guerra da Secessão, as duas revoluções se confrontam. É a primeira guerra industrial, uma batalha para definir o que é "liberdade".


Episódio: 11 VELOCIDADE
O fim da Guerra da Secessão acelera a marcha da Humanidade. Começa uma era de inovação, transformação e produção em massa. As pessoas acreditam que “tudo é possível”. Em menos de 50 anos, o Japão evolui de uma sociedade feudal, e se torna uma superpotência mundial. Mas o progresso também tem seu lado obscuro. A demanda pela borracha deixa a África devastada. E o desejo de construir tudo maior, e com mais velocidade, resulta em um desastre titânico.


Episódio: 12 NOVAS FRONTEIRAS
O poder da Humanidade chega a proporções divinas. Bilhões de pessoas são alimentadas, muda a paisagem sobre a terra, e se modifica a engenharia do corpo humano. Além disso, o poder atômico é lançado sobre Hiroishima em Agosto de 1945. Desde então, estamos vivendo entre a eternidade e o esquecimento. Ao mesmo tempo, estamos mais conectados como espécie. Há 100.000 anos éramos poucos milhares de caçadores e coletores, vivendo nas savanas da África. Agora somos 7 bilhões de pessoas habitando cada recanto da terra. Foi uma viagem maravilhosa.