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terça-feira, 7 de abril de 2015

REVOLUÇÃO RUSSA (1917)

No século XIX, a Rússia era um país atrasado em relação aos demais. Sua economia baseava-se na agricultura. Os servos  trabalhavam, mas os senhores feudais não tinham o menor interesse de modernizar as plantações. O país era governado pelo Czar (Imperador), que tinha poder absoluto, ou seja, todos estavam submetidos a ele. Então, o czar Alexandre II tomou algumas providências:
- Aboliu a servidão
- Vendeu terras aos camponeses
- Mandou ocupar novas áreas agrícolas
Tudo isso trouxe benefícios para o país que cresceu e se tornou exportador de grãos, além de ter favorecido o aumento da população. Esse aumento trouxe algumas conseqüências graves, como por exemplo, a dificuldade de se encontrar emprego e a baixa produtividade agrícola gerando fome e revolta. A saída encontrada pelo governo foi estimular um programa de industrialização. Várias fábricas foram implantadas e a Rússia apresentou as maiores taxas de crescimento industrial.
Em 1904 a Rússia se envolveu em uma guerra contra o Japão. Este conflito desorganizou a economia piorando a situação dos operários e camponeses. A humilhação da derrota acirrou os ânimos contra o czar. No ano seguinte (1905), os habitantes saíram em uma passeata a fim de entregar um abaixo-assinado ao Imperador pedindo melhoras nas condições de vida e a instalação de um parlamento. O czar respondeu com um massacre promovido por suas tropas, aumentando ainda mais a revolta do povo. Este episódio ficou conhecido como Domingo Sangrento. Apesar de tudo, ele fez algumas concessões e dentre elas estava a instalação do parlamento (Duma). Entre os anos de 1907 e 1914, com o czar Nicolau II, a Rússia voltou a ter uma aparente tranqüilidade, pois houve uma alta no crescimento industrial e os camponeses ganharam terras.
Grande parte da oposição era socialista e se baseava nas idéias de Karl Marx, eles acreditavam que todos os problemas do país só acabariam se o capitalismo fosse abolido e o comunismo fosse implantado. O Partido Operário Social-Democrata Russo (POSDR) era o principal partido de oposição ao governo czarista e se dividia em dois grupos:
- Bolcheviques (maioria): queriam derrubar o czarismo pela força, eram liderados por Lênin e acreditavam que o governo deveria ser diretamente controlado pelos trabalhadores.
- Mencheviques (minoria): propunham a implantação do socialismo através de reformas moderadas e acreditavam que a burguesia deveria liderar a nova república a ser constituída após a queda do Czar Nicolau II.
A entrada da Rússia na Primeira Grande Guerra (1914) trouxe várias conseqüências:
- Desorganização da economia
- Fome, pobreza e racionamento
- Saques, passeatas e protestos contra o czar
- Renúncia do czar em 1917 diante da pressão popular.
Com a derrubada do czar, o governo provisório (cujos membros se identificavam com os interesses da burguesia russa - Mencheviques) assumiu o poder. Esse governo adotou algumas medidas, como:
- Anistia para presos políticos
- Liberdade de imprensa
- Redução da jornada de trabalho para 8h.
Estas medidas agradaram à burguesia, mas os camponeses (queriam terras) e operários (queriam melhores salários) não gostaram, principalmente porque a Rússia ainda continuava na Primeira Guerra Mundial.
Os sovietes eram organizações políticas que nasceram no seio das camadas populares e representavam os interesses dos trabalhadores. Assim, havia os sovietes de operários, de camponeses e de soldados. Expressavam uma forma de poder popular em oposição ao governo provisório e se tornaram decisivos nos rumos políticos do país. Lênin, apoiado pelos sovietes e por uma milícia popular (bolcheviques), formou o Exército Vermelho, e os mencheviques, com apoio da burguesia, formou o Exército Branco. Estoura em 1918, a Guerra Civil Russa. Os bolcheviques, em maior número, vencem a Guerra Civil. Lênin agora no poder, toma várias medidas, como por exemplo:
- As terras da Igreja, nobreza e burguesia foram desapropriadas e distribuídas aos camponeses
- Quase tudo se tornou propriedade do estado (fábricas, lojas, diversões, bancos,etc)
- Saída da Rússia da Primeira Guerra Mundial.

A idéia dessas medidas era criar igualdade entre os homens, pois, segundo o Marxismo, sem propriedade não haveria exploradores e explorados. Porém, várias foram as dificuldades que surgiram durante o governo e o novo regime se tornava mais autoritário, distanciando cada vez mais o sonho de criar uma sociedade onde todos fossem livres e iguais.
Após o término da guerra civil, em 1921, a Rússia estava com a economia esfacelada e buscava-se por alternativas para melhorar a economia russa. Lênin adotou a implantação da NEP (Nova Política Econômica), a fim de reestruturar a economia e acabar com as desigualdades sociais, a fome e a miséria na Rússia. Para implantar a NEP, o governo russo permitiu a aplicação de práticas capitalistas, admitindo a entrada de capitais estrangeiros que financiaram a fundação de empresas privadas. A NEP isentou a população das cidades de prestar serviços obrigatórios, a livre circulação da mão de obra foi permitida, suprimiu-se o pagamento salarial igualitário, sendo agora o salário de acordo com a quantidade produzida.
A NEP teve resultados satisfatórios no campo econômico, porém não foi tão bom assim. No campo, surgiram camponeses ricos que pagavam um salário para outros camponeses. Para os comunistas essa atitude representava a volta da exploração capitalista. Nas cidades, os grandes empresários lucravam com essa nova economia e isso fortaleceu o aumento das desigualdades sociais.
As nações que antes se viam submetidas ao czar, observaram a necessidade de se aliarem geograficamente e politicamente, surgindo assim, a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS).
Após a morte de Lênin, Trotsky e Stálin foram os dois líderes que disputaram o poder. Stálin saiu vencedor.
Decidido a industrializar o país, ele só podia contar com dinheiro que vinha da agricultura, já que não podia fazer empréstimos internacionais por causa da pobreza em que o país se encontrava. Primeiramente, Stálin aboliu a NEP e criou os Planos Quinquenais. Neles eram estabelecidas as metas da economia russa em um prazo de cinco anos. De forma geral, Stálin priorizou o desenvolvimento industrial dando maior ênfase nas indústrias de base (mineração, máquinas e energia). Com o alcance de números positivos, os planos qüinqüenais posteriores buscaram desenvolver os demais aspectos da indústria nacional.
No campo, a socialização das terras foi parcialmente adotada. Dividindo atribuições, as terras cultiváveis foram subdivididas em:
- Sovkhozes (fazendas do Estado): estavam mais concentradas na porção asiática. A produção era totalmente apropriada pelo Estado, que comercializava, sendo os salários fixos, pagos pelo Estado. Foram perdendo produtividade devido à falta de estímulo para os trabalhadores e também porque os equipamentos ficaram obsoletos.
- Kolkhozes (fazendas cooperativas): a produção era mecanizada e dividida entre os agricultores e o Estado. Eram em maior número, estando concentradas na porção européia. Os salários eram pagos pelo próprio Kolkhozes e variava em função da produção total e das horas trabalhadas. Geralmente, a produtividade era um pouco mais alta, pois os agricultores cooperados se beneficiavam quando a produção era maior.
Muitos camponeses tiveram suas terras apropriadas pelo governo de Stálin, o que gerou alguns conflitos no meio rural. Aqueles que se negaram a entregar suas terras eram mortos ou deportados para a Sibéria e a Ásia Central. O totalitarismo implantado por Stálin na URSS mantinha um rígido controle sobre a imprensa e a cultura em geral.
Nas fábricas, os operários foram proibidos, sob ameaça de morte, de fazer greve ou mudar de emprego. Apesar disso, as metas de Stálin foram alcançadas e a União Soviética passou por um processo de modernização e industrialização. A URSS se tornou uma das maiores potências do planeta, entretanto, esse crescimento não foi acompanhado por melhorias nas condições de vida do povo russo. O Estado enriqueceu, mas às custas de muita exploração.

domingo, 8 de março de 2015

Evolucionismo: A farsa de Charles Darwin

Descobertas científicas desmentem a teoria evolucionista, oposta ao Criacionismo.

Muitas escolas insistem em ensinar o Evolucionismo como um fato indiscutível

Desde as primeiras séries de nossos estudos vimos sendo familiarizados com uma explicação – no mínimo estranha – sobre a origem da vida: a teoria da evolução de Charles Darwin, soberana nos manuais de colégio.

No entanto, um grande número de escolas está excluindo de seus currículos o ensino do darwinismo. O motivo? Um fato certamente de pouca importância – e talvez por isso nunca seja mencionado no Brasil – : a evolução das espécies jamais foi provada cientificamente.

Paleontologia: faltam evidências

São extraordinárias as falhas e incongruências da teoria darwiniana. Há muito, ela deixou de ser unânime entre os pesquisadores, pois carece de métodos científicos e vem sendo desmentida por vários ramos da ciência. A paleontologia é atualmente o principal argumento contra tal teoria.

Observando o documento fóssil, fica claro a existência de uma sucessão hierárquica das formas de vida ao longo do tempo. Quanto mais antigos os estratos fósseis, mais inferiores são as espécies da escala biológica.

Esse aumento da complexidade das formas de vida no decorrer da história é bastante utilizado pelos evolucionístas como uma argumento a favor de suas hipóteses. Coloca-se esses animais em seqüência e tem-se a impressão de que uns descendem dos outros, como se constituíssem um filão genealógico, desde as formas de vida mais simples, até as atuais.

Mas há um problema que não pode ser ignorado: se a evolução de uma ameba, ao longo da história, deu-se de modo a resultar em seres mais complexos até chegarmos à vastidão infindável de organismos que temos hoje, então seria imprescindível que tenham existido milhares de formas de transição dos seres, passando de uma espécie até se tornarem outra, sucessivamente.

No que dependesse de Darwin seria assim. Entretanto, nunca foram encontrados esses animais de transição ¾ os elos perdidos ¾ entre as espécies.

Essa descontinuidade no registro fóssil é tão contundente para o evolucionismo, que o próprio Darwin afirmou que “talvez fosse a objeção mais óbvia e mais séria” à sua teoria. A confirmação da hipótese evolucionista ficou condicionada ao encontro dos elos perdidos. Mas passaram-se dois séculos e ainda continuam perdidos.

Quando vemos o aparecimento de novidades evolutivas, ou seja, o aparecimento de novos grupos de plantas e animais, isso ocorre como um estrondo, isto é abruptamente. Não há evidências de que haja ligações entre esses novos grupos e seus antecessores. Até porque, em alguns casos, esses animais estão separados por grandes intervalos de até mais de 100 milhões de anos.

O Dr. G. Sermont, especialista em genética dos microorganismos, diretor da Escola Internacional de Genética Geral e professor da Universidade de Peruggia e R. Fondi, professor de paleontologia da Universidade de Siena, no livro Dopo Darwin. Critica all’ evoluzionismo, afirmam nesse sentido que: “é se constrangido a reconhecer que os fósseis não dão mostras de fenômeno evolutivo nenhum… Cada vez que se estuda uma categoria qualquer de organismos e se acompanha sua história paleontológica… acaba-se sempre, mais cedo ou mais tarde, por encontrar uma repentina interrupção exatamente no ponto onde ¾ segundo a hipótese evolucionista ¾ deveríamos ter a conexão genealógica com uma cepa progenitora mais primitiva. A partir do momento em que isso acontece, sempre e sistematicamente, este fato não pode ser interpretado como algo secundário, antes deve ser considerado como um fenômeno primordial da natureza.”

O exemplo mais gritante de descontinuidade no registro fóssil é o que encontramos na passagem do Pré-Cambriano (primeira era geológica), para o Cambriano. No primeiro encontramos uma certa variedade de microorganismos: bactérias, algas azuis etc. Já no Cambriano, repentinamente, o que surge é uma infinidade de invertebrados, muito complexos: ouriços-do-mar, crustáceos, medusas, moluscos… Esse fenômeno é tão extraordinário que ficou conhecido como “explosão cambriana”.

Ora, se a evolução fosse uma realidade, o surgimento dessa vasta gama de espécies do Cambriano deveria imprescindivelmente estar precedida de uma série de formas de transição entre os seres unicelulares do Pré-Cambriano e os invertebrados do Cambriano. Nunca foi encontrado nada no registro fóssil. Esse é, aliás, um ponto que nenhum evolucionista ignora.

Outro fato é que os organismos sempre permanecem os mesmos, desde quando surgem, até a sua extinção e quando muito, apresentam variações dentro da própria espécie.

Ainda mesmo que um animal apresentasse características de dois grupos diferentes, não poderia ser tratado como um elo real enquanto os demais estágios intermediários não fossem descobertos.

A riqueza das informações fósseis vem servindo contra os postulados evolucionístas. Várias hipóteses de seqüências evolutivas foram descartadas ou modificadas, por se tratarem de alterações no registro fóssil (tal como a evolução do cavalo na América do Norte).

O próprio pai da paleontologia, o Barão de Couvier, vislumbrou, nessa sucessão hierárquica do dos seres vivos, ao invés de uma evolução, uma confirmação da idéia bíblica da criação sucessiva. As grandes durações da história geológica, que à primeira vista parecem favorecer as especulações dos evolucionístas, fornecem, muito pelo contrário, objeções.

Cabe lembrar que Santo Agostinho, analisando a criação em seis dias no Gênesis, tem o cuidado de não interpretar dia como intervalo de 24 horas. O Santo Doutor interpreta dia como sendo luz, e luz dos anjostestemunhando a criação de Deus. Os seis dias falam de uma ordem na criação, e não propriamente de uma medida de tempo.


O mistério dos fósseis vivos.

Outra objeção à filogênese (evolução genealógica) é apresentada pelos fósseis vivos. Qual a razão que levou várias espécies, gêneros e famílias a atravessarem muitos “milhões de anos” (nas contas dos evolucionistas, é claro), sem sofrer o processo evolutivo que os evolucionístas gostariam de encontrar?

O celacanto é um peixe que aparece em estratos de 300 milhões de anos atrás. Conhecem-se fósseis desse peixe até em estratos do começo da era cenozóica, isto é, até 60 milhões de anos atrás. Pensava-se que o celacanto tivesse existido durante esse intervalo de tempo de 240 milhões de anos. Acontece que de 1938 para cá, vários espécimes, vivos e saudáveis, foram pescados no Oceano Índico.

Quer dizer: esse peixe atravessou 300 milhões de anos até nossos dias, enquanto que, de acordo com os evolucionístas, ao longo dessa duração houve evoluções de peixes em anfíbios, anfíbios em répteis, e répteis em mamíferos. (Obs: para o presente estudo, utilizamos a contagem de tempo hipotética dos evolucionistas. Sem que isso signifique uma adesão a esses números que buscam justificar a evolução).

Os foraminíferos e radiolários são seres unicelulares, cujas carapaças são responsáveis por grandes espessuras nas rochas sedimentárias. Os foraminíferos constituem uma das ordens biológicas que aparecem no Pré-Cambriano e que existe até hoje. Vários organismos se extinguiram ao longo do tempo que vai da era paleozóica superior a nossos dias.

Também fato científico estranho à Teoria. Porque esta faz remontar a origem dos animais pluricelulares aos animais unicelulares. Como explicar, então, que os foraminíferos e radiolários não se transformaram em animais pluricelulares, ao longo de tão dilatada história biológica? Grande mistério…


Seleção Natural: mecanismo anti-evolução

Alguém poderia perguntar: e a seleção natural, ocorre? Sim, ocorre. Mas não como Darwin a concebeu. Vejamos o famoso exemplo das mariposas da Inglaterra. Inicialmente elas tinham coloração clara. Acontece que a Revolução Industrial trouxe grande emissão de poluentes e os troncos das árvores ficaram mais escuros. Decorrido algum tempo, as mariposas teriam “evoluído”, tornando-se escuras.

Durante muito tempo, insistia-se que esse fosse um nítido caso de evolução. Mas o advento da genética mendeliana encarregou-se de negá-lo. Sabe-se hoje que, qualquer mudança nas características de uma espécie só ocorre por estar “contida” no seu material genético e a variação dar-se-á nos limites da carga genética dessa espécie, não passando disso. É o que aconteceu com as mariposas inglesas.

Elas eram claras e tornaram-se escuras porque em seu conjunto genético havia uma variação genética para a cor escura. As mariposas continuavam e continuam sendo mariposas. Assim como continuam a nascer mariposas claras.

Não houve, portanto, evolução. Na verdade, a seleção natural ocorre para que os seres permaneçam vivos em um meio ambiente cambiante. E à medida que possibilita a predominância das características mais vantajosas ou superiores em um determinado meio, torna os indivíduos mais parecidos e não mais diferentes. Portanto, não opera, uma diversificação. Ela trabalha como uma força conservadora.

Ademais, se a evolução existisse realmente, a seleção natural se encarregaria de barrar o seu processo, pois os seus mecanismos de atuação são antagônicos. Um ser vivo que desenvolvesse uma característica nova (patas, asas, olhos…) não se beneficiaria enquanto ela não estivesse absolutamente desenvolvida. Ao contrário, seria prejudicial. Por que a seleção natural iria favorecer um animal com um órgão em formação? Essa característica nova, além de não cumprir as funções da estrutura que a deu origem, ainda não desempenha a sua própria função porque ainda está em desenvolvimento.

Assim, pela teoria da evolução houve evoluções de peixes em anfíbios, anfíbios em répteis, e répteis em mamíferos e aves. Ora, um peixe que estivesse desenvolvendo características de anfíbios, patas por exemplo, nem nadaria e nem se locomoveria com destreza porque suas nadadeiras estariam se convertendo em patas. Pois bem, a seleção natural se encarregaria de eliminá-lo, por sua debilidade.


Golpe derradeiro: a genética

Quando ficou patente que a seleção natural por si só era incapaz de explicar o processo evolutivo as mutações foram escolhidas como uma tentativa de salvar a teoria evolucionista.

As mutações constituem a única hipótese potencialmente capaz de gerar uma característica nova. Entretanto, elas não ocorrem para adaptar o organismo ao ambiente e nem há condições de se saber o gene a sofrer mutações. É um processo absolutamente fortuito.

Erros de leitura do DNA – o que é realmente raríssimo – causam as mutações. A mutação só acontece se a alteração no DNA modificar o organismo. Em geral, esses erros não provocam nenhum resultado porque o código genético está engendrado de modo tão formidável, que torna neutras as mutações nocivas. Mas quando geram efeitos, eles são sempre negativos.

Com efeito, não há registro de mutações benéficas e a possibilidade delas existirem é tão reduzida que pode ser descartada. Em seres humanos, existem mais de 6 mil doenças genéticas catalogadas, por exemplo, melanoma maligno, hemofilia, alzheimer, anemia falciforme. Essas doenças – e grande parte das catalogadas – foram localizadas nos genes correspondentes. Assim se todas as mutações que as causaram fossem corrigidas, teríamos uma espécie de homem perfeito. Esse é, aliás, um indício de que esse homem perfeito tenha existido, como é ensinado no Gênesis.

A genética, ao invés de corroborar a hipótese evolucionista, desacreditou-a ainda mais. Atestou a impossibilidade de que um organismo deixe de ser ele mesmo. As famosas experiências do biólogo T. Morgam com a mosca da fruta (geralmente citadas em manuais escolares) elucidam muito bem essa questão: As mutações, em geral, mostram deterioração, desgaste ou desaparecimento geral de certos órgãos; nunca desenvolvem um órgão ou função nova; a maioria provoca alterações em caracteres secundários tais como cor dos olhos e pelos, sendo que, quando provocavam maiores modificações, eram sempre letais; os mutantes que se equiparam à mosca normal, no que diz respeito ao vigor, são uma minoria e, mutantes que tenham sofrido um desenvolvimento realmente valioso na organização normal, em ambientes normais, são desconhecidos.


Fraudes evolucionistas

E se a realidade não colabora, pior para ela, diria Darwin. Os escândalos sobre falsificações foram uma constante na história do evolucionismo. O próprio pai da teoria fraudou. No seu livro “As expressões das emoções no homem e nos animais” foi utilizada uma série de fotografias forjadas a fim de comprovar suas hipóteses.

E ainda recentemente foi descoberto mais um embuste: o archeoraptor. Com uma imaginação bem apurada, muitos aclamavam esse achado como sendo a ligação entre as atuais aves e os dinossauros. Não passava de uma mistura mal-ajambrada de peças de diversos fósseis.



O evolucionismo não é científico!

Estamos diante de um fato insólito na história da ciência. A teoria da evolução, de Darwin a nossos dias, não só não se confirmou, mas se tornou cada vez mais insustentável. Entretanto, ela continua sendo defendida e propalada como verdadeiro dogma. É uma vaca sagrada contra a qual ninguém tem o direito de discordar, apesar de seu inteiro despropósito.

Porque tanta insistência? Haverá por detrás disso uma segunda intenção de seus propugnadores (ou pelo menos de uma parte deles)? Engels dá-nos uma pista numa de suas cartas a Marx: “o Darwin que estou lendo agora é magnífico. A teologia não estava destruída em algumas de suas partes, e agora isso acaba de acontecer”.

Reside nisso toda a questão. Aceita-se o evolucionismo para não se aceitar a Deus. Desde a sua origem, essa teoria esteve impulsionada mais pelo desejo de prover o ateísmo de fundamento científico, do que em encontrar a origem das espécies.

Atribuir ao acaso toda a ordem perfeita e harmônica do universo é um inteiro disparate. O cientista que toma essa atitude joga para trás todos os parâmetros científicos (em nome dos quais ele fala)e lança mão de argumentos filosóficos que a própria ciência já desmentiu.

É impossível admitir o acaso como resposta para um fenômeno tão manifestamente racional como é o finalismo presente na organização do mundo. Mesmo Darwin sabia o quanto eram absurdas as suas formulações, e admitiu a que fins elas serviam: “estou consciente de que me encontro num atoleiro sem a menor esperança de saída. Não posso crer que o mundo, tal como vemos, seja resultado do acaso, e, no entanto, não posso considerar cada coisa separada como desígnio divino.”

Por tudo isso é que a teoria da evolução não pode reclamar para si a denominação de científica. A obstinação e a atitude de seus adeptos demonstram que o evolucionismo consiste em um movimento filosófico e religioso.

É uma concepção do universo para a qual nada mais é estável, tudo está sujeito a um eterno fluir. E mais ainda, tudo quanto há na vida social, desde o direito até a religião, foi fruto da evolução, inclusive a idéia de Deus.

Essa teoria se espalhou para todos os campos do conhecimento, sobretudo nas ciências humanas. E seus resultados foram funestos, não só para a pesquisa, mas também no campo prático, basta lembrar que ela serviu de  fundamento para as mais mortais concepções de  Estado que já existiram: o comunismo e o nazismo.

O evolucionismo funciona como fundamento do relativismo contemporâneo. Fato esse , aliás, o único capaz de explicar o porque de se defendê-lo com tanta contumácia, pois, uma vez derrubado este  bastião, não há nada que justifique a ideologia relativista, nem na ciência e nem no senso comum das pessoas.

Enfim, encerramos mencionando a Quinta Via de Santo Tomás de Aquino, em que o Doutor Angélico lembra que a teleologia (fim inteligente) presente em todo o universo reclama a necessidade de Deus. “Vemos que algumas coisas, como os corpos naturais, carentes de conhecimento, operam em vista de um fim; o que se conclui de operarem sempre ou freqüentemente do mesmo modo, para conseguirem o que é ótimo; donde resulta que chegam ao fim, não pelo acaso, mas pela intenção. Mas, assim como a seta é dirigida pelo arqueiro, os seres sem conhecimento não tendem ao fim sem serem dirigidos por um ente conhecedor e inteligente. Logo, há um ser inteligente, pelo qual todas a coisas naturais se ordenam ao fim, e a que chamamos Deus.”

Fonte: http://www.lepanto.com.br/catolicismo/ciencia-e-fe/evolucionismo-a-farsa-de-charles-darwin/

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Regimes, Formas e Sistemas de Governo

REGIME, FORMA E SISTEMA DE GOVERNO

O fato é que desde os primórdios da humanidade, quando o homem se tornou sedentário e começou a se organizar em comunidades, surgiram duas perguntas: Quem governaria? Como governaria?

Ao longo dos séculos o homem organizou o Estado e as diferentes formas de governo. Há séculos, filósofos e, modernamente, cientistas sociais estudam as formas de organização do poder. Essas diferentes formas são classificadas com três critérios fundamentais: a origem, a distribuição e o controle do poder.

Assim dependendo das fontes de legitimidade das principais funções políticas e de quem as exerce, de como as diferentes funções políticas estão distribuídas e de como o exercício do poder é controlado, classificamos diferentes regimes políticos e distintas formas e sistemas de governo.

Regimes

A grosso modo um regime político caracteriza-se pelas regras e instituições que regulam a disputa pelo poder político e o seu exercício entre os cidadãos ou grupos sociais. A história registrou dois tipos básicos de regimes políticos:

A) Regimes autocráticos
B) Regimes democráticos

A) As autocracias são regimes onde o poder político reside em uma única pessoa. Existem três fontes de legitimidade para regimes deste tipo: a divindade e a religiosidade, quando o titular do poder político é considerado o representante divino que tem a missão de guiar e proteger seu povo; a força e a inteligência “sobre humanas”, normalmente atribuídas aos chefes militares; as doutrinas político ideológicas, que atribuem ao chefe de organizações políticas o poder de dirigir e proteger seu povo.

As democracias são regimes políticos onde a origem do poder esta no povo, no cidadão. A distribuição do poder e o controle do seu exercício, também estão nas mãos do povo. Todos os membros da sociedade tem iguais direitos políticos. É esse valor político que constitui a soberania popular, base da organização de um regime democrático.

Forma de governo

Existem duas formas de governo : a monarquia e a república.

A monarquia se define pela existência de uma Casa real, instituição que constituí-se de uma família, guardiã das tradições culturais e históricas da sociedade. A Casa real tem obrigação moral e política de proteger o país, a nação e o seu povo. Para a côroa exercer essa função pertence a ela a direção geral do Estado. O chefe da família real é o chefe de Estado.

A república é uma forma de governo onde nenhuma família ou indivíduo é o guardião das tradições da sociedade. A função de guardião do país pertence ao Estado, que é uma organização pública. Para que o Estado exerça esta função é necessário que alguém assuma sua direção. Além da função de chefia de Estado, tanto as monarquias quanto as repúblicas existe uma outra função fundamental: governar o país.

Sistemas de governo

Existem duas formas para a organização dos governos nos diferentes países, são elas denominadas sistemas de governos

Existem três sistemas de governo:
A) Monocrático:
As funções executivas e legislativas estão sob a tutela de um chefe supremo (religioso, militar, de um partido)

B) Parlamentarista:
Nos governos parlamentaristas as chefias de Governo e Estado estão separadas. O rei ou o presidente (conforme a forma de governo)é o chefe de Estado, e o Primeiro Ministro é o chefe de governo. A fonte de legitimidade do governo esta no parlamento, eleito pelo povo. A população elege seus representantes (deputados), e os partidos que obtiverem a maioria irão constituir o governo.

C) Presidencialista:
No presidencialismo a chefia do Estado e de governo estão na mesma pessoa. A fonte de legitimidade decorre diretamente do eleitorado.
Governo presidencial significa governo organizado autonomante pelo presidente e chefiado por ele, governo parlamentar significa governo organizado pelo parlamento e chefiado por um parlamentar, aceito pela maioria dos deputados.

fonte: http://monarquiaxrepublica.blogspot.com.br/2009/07/regimes-politicos-formas-e-sistemas-de.html

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

A REPÚBLICA VELHA

A República Velha está subdividida em dois períodos. A República da Espada, momento da consolidação das instituições republicanas, e a República Oligárquica, onde as instituições republicanas são controladas pelos grandes proprietários de terras.

A República da Espada (1891/1894)



Período inicial da história republicana onde o governo foi exercido por dois militares, devido o temor de uma reação monárquica. Momento de consolidação das instituições republicanas. Os militares presidentes foram os marechais Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto.



GOVERNO DE DEODORO DA FONSECA


O governo de Deodoro da Fonseca é dividido em dois momentos, o governo provisório e o governo constitucional.








GOVERNO PROVISÓRIO (1889/1891)

Período que vai da proclamação da República em 15 de novembro de 1889 até a elaboração da primeira constituição republicana, promulgada em 24 de fevereiro de 1891.

Entre as principais medidas do governo provisório estão a extinção da vitaliciedade do Senado, a dissolução da Câmara dos Deputados, a supressão do Conselho de Estado, extinção do Padroado e do beneplácito, a separação entre Igreja e Estado, a transformação das províncias em estados, o banimento da Família Real.

Além disto, estabeleceu-se a liberdade de culto, a secularização dos cemitérios, criação do Registro Civil - para legalizar nascimentos e casamentos -a grande naturalização, ou seja, todo estrangeiro que vivia no Brasil adquiriu nacionalidade brasileira, e foi convocada uma Assembléia Nacional Constituinte, responsável pela elaboração da primeira constituição republicana do Brasil.

A CONSTITUIÇÃO DE 1891

Durante os trabalhos da Assembléia Constituinte evidenciaram-se as divergências entre os republicanos. Havia o projeto de uma república liberal - defendido pelos cafeicultores paulistas - grande autonomia aos estados (federalismo); garantia das liberdades individuais; separação dos três poderes e instauração das eleições. Este projeto visava a descentralização administrativa, tornando o poder público um acessório ao poder privado - marcante ao longo da República Velha.

O outro projeto republicano era inspirado nos ideais da Revolução Francesa, o período da Convenção Nacional e a instalação da Primeira República Francesa. Este ideal era conhecido como república jacobina, defendida por intelectuais e pela classe média urbana.

Exaltavam a liberdade pública e o direito do povo discutir os destinos da nação. Por fim, inspirada nas idéias de Augusto Comte, com bastante aceitação dentro do exército brasileiro, o projeto de uma república positivista. O seu ideal era o progresso dentro da ordem, cabendo ao Estado o papel de garantir estes objetivos.

Este Estado teria de ser forte e centralizado.
Em 24 de fevereiro de 1891, foi promulgada a segunda Constituição brasileira, e a primeira republicana. O projeto de uma república liberal foi vencedor.

Foram características da Constituição de 1891:

-instituição de uma República Federativa, onde os Estados teriam ampla autonomia econômica e administrativa;
-separação dos poderes em Poder Executivo, exercido pelo presidente -eleito para um mandato de quatro anos (sem direito à reeleição), e auxiliado pelos ministros; o Poder Legislativo, exercido pelo Congresso Nacional, formado pela Câmara de Deputados( eleitos para um mandato de três anos, sendo seu número proporcional à população de cada Estado) e pelo Senado Federal, com mandato de 9 anos, a cada três anos um terço dele seria renovado; o Poder Judiciário, tendo como principal órgão o Supremo Tribunal Federal.

-o voto era descoberto (não secreto), direto e universal aos maiores de 21 anos. Proibido aos soldados, analfabetos, mendigos e religiosos de ordens monásticas.

-ficava estabelecida a liberdade religiosa, bem como os direitos e as garantias individuais.
A Constituição de 1891 foi fortemente influenciada pelo modelo norte-americano, sendo adotado o nome de República Federativa dos Estados Unidos do Brasil. Nas "diposições transitórias" da Constituição ficava estabelecido que o primeiro presidente do Brasil não seria eleito pelo voto universal, mas sim pela Assembléia Constituinte.

O ENCILHAMENTO

Além da elaboração da Constituição de 1891, o governo provisório de Deodoro da Fonseca foi marcado uma política econômica e financeira, conhecida como Encilhamento.
Rui Barbosa, então ministro da Fazenda, procurou estimular a industrialização e a produção agrícola. Para atingir estes objetivos, Rui Barbosa adota a política emissionista, ou seja, o aumento da emissão do papel-moeda, com a intenção de aumentar a moeda em circulação.

O ministro facilitou o estabelecimento de sociedades anônimas fazendo com que boa parte do dinheiro em circulação não fosse aplicado na produção, mas sim na especulação de títulos e ações de empresas fantasmas.

A especulação financeira provocou uma desordem nas finanças do país, acarretando uma enorme desvalorização da moeda, forte inflação e grande número de falências.
Deve-se ressaltar que a burguesia cafeeira não via com bons olhos esta tentativa de Rui Barbosa em industrializar o Brasil, algo que não estava em seus planos.

GOVERNO CONSTITUCIONAL (1891)

Após a aprovação da Constituição de 1891, Deodoro da Fonseca eleito pela Assembléia- permaneceu no poder, em parte devido às pressões dos militares aos cafeicultores. A eleição pela Assembléia revelou os choques entre os republicanos positivistas ( que postulavam a idéia de golpe militar para garantir o "continuísmo" ) e os republicanos liberais.

O candidato destes era Prudente de Morais, tendo como vicepresidente o marechal Floriano Peixoto. Como o voto na Assembléia não era vinculado, Floriano Peixoto foi eleito vice-presidente de Deodoro da Fonseca. O novo governo, autoritário e centralizador, entrou em choque com o Congresso Nacional, controlado pelos cafeicultores, e com militares ligados a Floriano Peixoto.

Deodoro da Fonseca foi acusado de corrupção e o Congresso votou o projeto da Lei das Responsabilidades, tornado possível o impeachment de Deodoro. Este, por sua vez, vetou o projeto, fechou o Congresso Nacional, prendeu líderes da oposição e decretou estado de sítio.

A reação a este autoritarismo foi imediata e inesperada, ocorrendo uma cisão no interior do Exército. Uma greve e trabalhadores, contrários ao golpe, em 22 de novembro no Rio de Janeiro, e a sublevação da Marinha no dia seguinteliderada pelo almirante Custódio de Melo- onde os navios atracados na baía da Guanabara apontaram os canhões para a cidade, exigindo a reabertura do Congresso - forçaram Deodoro da Fonseca a renunciar à Presidência, sendo substituído pelo seu vice-presidente, Floriano Peixoto.

GOVERNO DE FLORIANO PEIXOTO (1891-1894).

Adepto do republicanismo radical, o "florianismo" virou sinônimo de "jacobinismo". Foi um defensor da força para garantir e manter a ordem republicana, recebendo o apelido de "Marechal de Ferro".

Floriano reabriu o Congresso Nacional, suspendeu o estado de sítio e tomou medidas populares, tais como a redução do valor dos aluguéis das moradias populares e suspendeu a cobrança do imposto sobre a carne vendida no varejo. Estas medidas, porém, estavam restritas à cidade do Rio de Janeiro.

Seu governo também incentivou a indústria, através do estabelecimento de medidas protecionistas -evidenciando o nacionalismo dos republicanos radicais. No entanto, este caráter nacionalista de Floriano Peixoto era mal visto no exterior, o que podia dificultar as exportações de café e os interesses dos cafeicultores.

O início da oposição à Floriano partiu em abril de 1892, quando foi publicado o Manifesto dos Treze Generais, acusando o governo de ilegal e exigindo novas eleições. Pela Constituição de 1891, em seu artigo 42, caso o Presidente não cumprisse a metade do seu mandato, o vice-presidente deveria convocar novas eleições. Floriano não acatou as determinações do artigo, alegando ter sido eleito de forma indireta.

Os oficiais que assinaram o manifesto foram afastados e presos por insubordinação.
Paralelamente, o Rio Grande do Sul foi palco de uma guerra civil, envolvendo grupos oligárquicos pelo controle do poder político.

Federalistas (maragatos), liderados por Gaspar Silveira Martins, contra os castilhistas (pica-paus), chefiados por Júlio de Castilhos, que controlavam a política do Estado de maneira centralizada. Floriano interveio no conflito, denominado Revolução Federalista em favor de Júlio de Castilhos. O apoio de Floriano aos castilhistas fez com que a oposição apoiasse os maragatos.

Em setembro de 1893, na cidade do Rio de Janeiro, eclode a Segunda Revolta da Armada, liderada pelo almirante Custódio de Melo. A revolta da Armada fundiu-se com a Revolução Federalista. A repressão aos dois movimentos foi extremamente violenta.
Após três anos de governo, enfrentando com violência as oposições, Floriano Peixoto passa a presidência à Prudente de Morais, tendo início a República das Oligarquias.

República das Oligarquias (1894/1930)

As oligarquias eram constituídas por grandes proprietários de terra e que exerciam o monopólio do poder local. Este período da história republicana é caracterizado pela defesa dos interesses destes grupos, particularmente da oligarquia cafeeira.

Os grupos oligárquicos vão garantir a dominação política no país, através do coronelismo, do voto do cabresto, da política dos governadores e da política de valorização do café.
A política dos governadores

Um acordo entre os governadores dos Estados e o governo central. Os governadores apoiavam o presidente, concordando com sua política. Em troca, o governo federal só reconheceria a vitória de deputados e senadores que representassem estes governadores. Desta forma, o governador controlaria o poder estadual e o presidente da República não teria oposição no Congresso Nacional.

O instrumento utilizado para impedir a posse dos deputados da oposição foi a Comissão Verificadora de Poderes : caso um deputado da oposição fosse eleito para o Congresso, uma comissão - constituída por membros da Câmara dos Deputados - acusando fraude eleitoral, não entregava o diploma. O candidato da oposição sofria a chamada "degola". No entanto, para manutenção de seu domínio político, no plano estadual, sob o apoio do governo central, as oligarquias estaduais usavam das fraudes eleitorais.

A política dos governadores foi iniciada na presidência de Campos Sales, e responsável pela implantação da chamada política do café-comleite.

A política do café-com-leite

Revezamento, no executivo federal, entre as oligarquias paulistas e mineiras. O número de deputados federais era proporcional à população dos Estados. Desta forma, os estados mais populosos - São Paulo e Minas Gerais -tinham maior número de representantes no Congresso.

Coronelismo e voto do cabresto

O sistema político da República Velha estava assentado nas fraudes eleitorais, visto que o voto não era secreto. O exercício da fraude eleitoral ficava à cargo dos "coronéis", grandes latifundiários que controlavam o poder político local ( os municípios ). Exercendo um clientelismo político (troca de favores) o grande proprietário controlava toda uma população ("curral eleitoral"), através do voto de cabresto.

Assim, o poder oligárquico era exercido no nível municipal pelo coronel, no nível estadual pelo governador e, através da política do café-com-leite, o presidente controlava o nível federal.

A política de valorização do café.

Durante a segunda metade do século XIX, até a década de 30, no século XX, o café foi o principal produto de exportação brasileiro. As divisas provenientes desta exportação, contribuíram para o início do processo de industrialização- a partir de 1870.
Por volta de 1895, a economia cafeeira passou a mostrar sinais de crise. As causas desta crise estavam no excesso de produção mundial. A oferta, sendo maior que a procura, acarreta uma queda nos preços prejudicando os fazendeiros de café.

Procurando combater a crise, a burguesia cafeeira - que possuia o controle do aparelho estatal -criou mecanismos econômicos de valorização do café. Em 1906, na cidade de Taubaté, os cafeicultores criaram o Convênio de Taubaté -plano de intervenção do estado na cafeicultura, com o objetivo de promover a elevação dos preços do produto. Os governadores dos estados produtores de café ( São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais ) garantiam a compra de toda a produção cafeeira com o intuito de criar estoques reguladores. O governo provocaria uma falta do produto, favorecendo a alta dos preços, e, em seguida vendia o produto.

Os resultados desta política de valorização do café foram prejudiciais para a economia do país. Para comprar toda a produção de café, os governos estaduais recorriam a empréstimos no exterior, que seriam arcados por toda a população; além disto, caso a demanda internacional não fosse suficiente, os estoques excedentes deveriam ser queimados, causando prejuízos para o governo - que já havia pago pelo produto!

Outro mecanismo da valorização do café, foi a política cambial de desvalorização do dinheiro brasileiro em relação à moeda estrangeira. Para quem dependia da exportação -no caso a burguesia cafeeira semelhante política atendia seus interesses: na hora da conversão da moeda estrangeira em moeda brasileira não havia perdas; porém, para quem dependia das importações -no caso a grande maioria dos brasileiros, visto que se importava quase tudo, principalmente gêneros alimentícios e roupas -esta política tornava os produtos estrangeiros muito mais caros.

A política de valorização do café, de forma geral, provoca o que se chamará de "socialização das perdas". Os lucros econômicos ficariam com a burguesia cafeeira e as perdas seriam distribuídas entre a população.

A sucessão oligárquica ( 1894/1930)


PRUDENTE DE MORAIS (1894/1898)

Seu governo foi marcado pela forte oposição dos florianistas. Adotou uma postura de incentivar a expansão industrial, mediante a adoção de taxas alfandegárias que dificultavam a entrada de produtos estrangeiros. Esta política não agradou a oligarquia cafeeira, reclamando incentivos somente para o setor rural.

O principal acontecimento de seu governo foi a eclosão da Guerra de Canudos, entre 1896 e 1897, no interior da Bahia. As causas deste movimento são encontradas no latifúndio de caráter monocultor voltado para atender os interesses do mercado externo. O predomínio do latifúndio acentua a miséria da população sertaneja e a fome.

O movimento de Canudos possui um cunho religioso (messianismo). Antônio Conselheiro, pregando a salvação da alma, fundou o arraial de Canudos, às margens do rio Vaza-Barris. Canudos possuirá uma população de, aproximadamente, 20 mil habitantes. Dedicavam-se às pequenas plantações e criação de animais para a subsistência.

O arraial de Canudos não agradava à Igreja Católica, que perdia fiéis; nem aos latifundiários, que perdiam mão-de-obra. Sob a acusação do movimento ser monarquista, o governo federal iniciou uma intensa campanha militar.

A Guerra de Canudos é objeto de análise de Euclides da Cunha, em sua obra "Os Sertões".

CAMPOS SALES ( 1898/1902)

Em seu governo procurou reorientar a política econômica para atender os interesses das oligarquias rurais: café, algodão, borracha, cacau, açúcar e minérios. Adotando o princípio de que o Brasil era um país essencialmente agrícola, o apóio à expansão industrial foi suspenso.

Já em seu governo, a inflação e a dívida externa eram problemas sérios. Seu ministro da Fazenda, Joaquim Murtinho, deu início ao chamado saneamento financeiro: política deflacionista visando a valorização da moeda. Além do corte de crédito à expansão da industria,

o governo deixou de emitir moeda e criou novos impostos, aumentando os que já existiam. Procurou-se uma redução dos gastos públicos e foi adotado uma política de arrocho salarial. Outra medida para o equilíbrio econômico foi o funding-loan, acordo de negociação da dívida externa: o Brasil teria um novo empréstimo; suspensão, por 13 anos do pagamento das dívidas e de 63 para liqüidar as dívidas.

Para conseguir apóio do Congresso na adoção do saneamento financeiro, Campos Sales colocou em funcionamento a política dos governadores.

RODRIGUES ALVES (1902/1906)

Período conhecido como "qüadriênio progressista", marcado pela modernização dos portos, ampliação da rede ferroviária e pela urbanização da cidade do Rio de Janeiro - preocupação de seu prefeito, Pereira Passos.

Houve também a chamada Campanha de Saneamento, dirigida por Osvaldo Cruz, buscando eliminar a febre amarela e a varíola. Para combater a varíola, foi imposta a vacinação obrigatória, provocando um descontentamento popular. Os opositores ao governo aproveitaram-se da situação, eclodindo a Revolta da Vacina.

No quadriênio de Rodrigues Alves foi aprovada as decisões do Convênio de Taubaté, visando a valorização do café.

Destaque para o surto da borracha que ocorreu em seu governo. A extração e exportação da borracha atendia os interesses da indústria de pneumáticos e de automóveis. No entanto, a extração da borracha não se mostrou como alternativa ao café. Sua exploração apresentou um
caráter de surto, de aproximadamente 50 anos.

A economia da borracha provocou uma questão externa, envolvendo Brasil e Bolívia, a chamada Questão do Acre. A solução veio com a assinatura do Tratado de Petrópolis, em que o Brasil anexou o Acre, pagando uma indenização de 2 milhões de libras para a Bolívia.

AFONSO PENA ( 1906/1909)

Implantação do plano para a valorização do café, onde o governo compraria toda a produção de café e armazenando-a, para depois vendê-la. Faleceu em 1909, tendo seu mandato presidencial terminado por Nilo Peçanha, seu vice-presidente.

NILO PEÇANHA (1909/1910)

Criação do Serviço de Proteção ao Índio, dirigido pelo marechal Cândido Mariano da Silva Rondon.

Seu curto governo foi marcado pela sucessão presidencial. De um lado, representando a máquina oligárquica, estava o candidato Hermes da Fonseca, de outro, como candidato da oposição, estava Rui Barbosa.

O lema da campanha de Rui Barbosa era Campanha Civilista, visto que Hermes da Fonseca era marechal do exército. Rui Barbosa defendia a reforma eleitoral com o voto secreto, a revisão constitucional e a elaboração do Código Civil. Apesar de grande votação, Rui Barbosa não venceu as eleições.

HERMES DA FONSECA ( 1910/1914)

Imposição da chamada Política das Salvações: intervenção federal para derrubar oligarquias oposicionistas, substituindo-as por outras que apoiassem a administração.

Esta política de intervenção provocou a chamada Revolta de Juazeiro, ocorrida no Ceará, e liderada pelo padre Cícero.

Ainda em seu governo, na cidade do Rio de Janeiro, eclodiu a Revolta da Chibata, liderada pelo marinheiro João Candido, contra os castigos corporais e excesso de trabalho na Marinha. A rebelião militar foi duramente reprimida.

O seu governo foi marcado por uma acentuação da crise econômica - queda nas exportações do café e da borracha - levando o governo a realizar um segundo funding loan.

VENCESLAU BRÁS ( 1914/1918)

Em seu governo ocorre, no sul do país, um movimento social muito semelhante à Guerra de Canudos. O conflito, denominado Guerra do Contestado, apresentava como causas a miséria e a fome da população sertaneja, nas fronteiras de Santa Catarina e Paraná. O movimento teve um caráter messiânico, pois liderado pelo "monge" João Maria. A exemplo de Canudos, o movimento foi duramente reprimido pelo governo.

O principal evento, que marcou o quadriênio de Venceslau Brás, foi a Primeira Guerra Mundial (1914/18). A duração da guerra provocou, no Brasil, um surto industrial. Este processo está ligado à política de substituição de importações: já que não se conseguia importar nada, em virtude da guerra, o Brasil passou a produzir. Este impulso à industrialização fez nascer uma burguesia industrial e o operariado.

A classe operária, por sua vez, vivia em precárias condições, não possuindo salário mínimo, não tendo jornada de trabalho regulamentada, havia exploração do trabalho infantil e feminino. Muitos acidentes de trabalho aconteciam. Contra este estado de coisas, a classe operária manifestou-se, através de greves.

A maior delas ocorreu em 1917, sendo reprimida pela polícia. Aliás, a questão social na República Velha, ou seja, a relação capital/trabalho, era vista como "caso de polícia". Até a década de 30 o movimento operário terá como bandeira os ideiais do anarquismo e do anarcossindicialismo.

RODRIGUES ALVES/ DELFIM MOREIRA (1918/1919)

O eleito em 1918 fora Rodrigues Alves que faleceu (gripe espanhola) sem tomar posse. Seu vice-presidente, Delfim Moreira, de acordo com o artigo 42 da Constituição Federal, marcou novas eleições. O vencedor do novo pleito foi Epitácio Pessoa.

EPITÁCIO PESSOA ( 1919/1922).

Seu governo é marcado pelo início de graves crises econômicas e políticas, responsáveis pela chamada Revolução de 1930.

A crise econômica foi deflagrada com o início da queda - gradual e constante - dos preços das matérias primas no mercando internacional, por conta do final da Primeira Guerra Mundial. O setor mais afetado no Brasil foi, como não poderia deixar de ser, o setor exportador do café.

No plano militar, Epitácio Pessoa resolveu substituir ministros militares por ministros civis, em pastas ocupadas por membros das Forças Armadas. Para o Ministério da Marinha foi indicado Raul Soares, e para o Ministério da Guerra, Pandiá Calógeras. A nomeação causou descontentamento militar.

A oposição militar às oligarquias desencadearam o chamado Tenentismo. O tenentismo foi um movimento que propunha a moralização do país, mediante o voto secreto e da centralização política. Teve um forte caráter elitista -muito embora sua propostas identificavam-se com os interesses das camadas médias do país. Os tenentes julgavam-se os únicos capazes de solucionarem os problemas do país: o chamada "ideal de salvação nacional".

O primeiro levante do tenentes ocorreu em 05 de julho de 1922, episódio conhecido como Levante do Forte de Copacabana ( os 18 do Forte). O motivo deste levante foi a publicação de cartas, cujos conteúdos, ofendiam o Exército. O autor teria sido Artur Bernardes, recém eleito presidente da República.

ARTUR BERNARDES ( 1922/1926).

Apesar do episódio das "cartas falsas", Artur Bernardes foi declarado vencedor em março de 1922 . O descontentamento no meio militar foi muito grande. O levante do forte de Copacabana foi uma tentativa de impedir a sua posse.

No ano de 1924 uma nova revolta tenentista ocorre. Desta feita em São Paulo - Revolução Paulista de 1924. A reação do governo foi violenta, forçando os rebeldes a fugirem da cidade. Os revoltosos encontraram-se com outra coluna militar (gaúcha) é comandada por Luís Carlos Prestes. Originou-se assim, a Coluna Prestes, que percorreu cerca de 25 mil quilômetros no interior do Brasil, denunciando os problemas da República Oligárquica. No ano de 1927 a Coluna foi desfeita, tendo a maioria dos líderes buscado refúgio na Bolívia.

O governo de Artur Bernardes foi palco da Semana de Arte Moderna, inaugurando o Modernismo no Brasil. A expansão industrial, o crescimento urbano, o desenvolvimento do operariado inspiraram os modernistas.

WASHINGTON LUÍS ( 1926/1930)

Governo marcado pela eclosão da Revolução de 1930.

No ano de 1929, a Bolsa de Valores de Nova Iorque quebrou, causando sérios efeitos para a economia mundial. A economia norteamericana fica arruinada, com pesadas quedas na produção, além da ampliação do desemprego. A crise econômica nos EUA fizeram-se sentir em todo o mundo.

Os efeitos da crise de 1929, para o Brasil, fizeram-se sentir com a queda brutal nos preços do café. Os fazendeiros de café pediram auxílio ao governo federal, que rejeitou, alegando que a queda nos preços do café seria compensada pelo aumento no volume das exportações, o que, aliás, não ocorreu.

No plano interno, em 1930, ocorriam eleições presidenciais. Washington Luís indicou um candidato paulista -Júlio Prestes, rompendo o pacto estabelecido na política do café-com-leite. Os mineiros não aceitaram ( Washington Luís representava os paulista e, seguindo a regra, o próximo presidente deveria ser um mineiro, aliás o governador de Minas Gerais, Antônio Carlos de Andrada ). O rompimento da política do café-com-leite vai fortalecer a oposição, organizada na chamada Aliança Liberal.

A Aliança Liberal era uma chapa de oposição, tendo Getúlio Vargas para presidente e João Pessoa para vice-presidente. Esta chapa contava com o apoio das oligarquias do Rio Grande do Sul, Paraíba e de Minas Gerais, além do Partido Democrático, formado por dissidentes do Partido Republicano Paulista (PRP).

O programa da Aliança Liberal vai de encontro aos interesses das classes dominantes marginalizadas pelo setor cafeeiro e, aumentando sua base de apoio, defendia a regulamentação das leis trabalhistas, a instituição do voto secreto e do voto feminino. Reivindicava a expansão da industrialização e uma maior centralização política. De quebra, propunha a anistia aos tenentes condenados, sensibilizando o setor militar.

Porém, mediante as tradicionais fraudes eleitorais, o candidato da situação, Júlio Prestes, venceu as eleições. A vitória do candidato situacionista provocou insatisfação das oligarquias marginalizadas, dos tenentes e da camada média urbana. Alguns tenentes, como Juarez Távora e João Alberto, iniciaram uma conspiração para evitar a posse de Júlio Prestes. Temendo que a conspiração pudesse contar com a participação popular, os líderes oligárquicos tomaram o comando do processo. "Façamos a revolução antes que o povo a faça", esta fala de Antônio Carlos Andrade, governador de Minas, sintetiza tudo.

O estopim do movimento foi o assassinato de João Pessoa. Em 03 de outubro, sob o comando de Góes Monteiro eclode a revolta no Rio Grande do Sul; em 04 de outubro foi a vez de Juarez Távora iniciar a rebelião na Paraíba.

Por fim. Em 24 de outubro de 1930, temendo-se uma guerra civil, o alto-comando das Forças Armadas no Rio de Janeiro desencadeou o golpe, depondo Washington Luís, impedindo a posse de Júlio Prestes e formando uma junta pacificadora, composta pelos generais Mena Barreto, Tasso Fragoso e pelo almirante Isaías Noronha. No dia 03 de novembro Getúlio Vargas era empossado, de forma provisória, como presidente da República.

SIGNIFICADO DA REVOLUÇÃO DE 30.

O movimento de 1930, apesar de sua complexa base social ( oligarquias dissidentes, tenentes, camadas médias urbanas ) não deve ser visto como uma ruptura na estrutura social, política e econômica do Brasil. A revolução não rompeu com o sistema oligárquico, houve tão somente uma substituição de oligarquias no poder. A revolução de 30 colocou um novo governo compromissado com diversos grupos sociais. Sob este ponto de vista, pode-se dizer que o movimento de 1930 patrocinou um "re-arranjo" do Estado brasileiro.

Fonte: www.mundovestibular.com.br

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

História do Conceito da Terra Redonda

História do Conceito da Terra Redonda

Não se sabe quando ou onde se concebeu a esfericidade da Terra pela primeira vez, mas existe muita mitologia a respeito.

Alguns livros de história do século 20, indicavam que, antes da viagem de Colombo, em 1492, acreditava-se que a Terra fosse achatada e que o navegador teria provado o contrário. Colombo não provou que a Terra era redonda, simplesmente porque ele não demonstrou a circunavegação. Ele não chegou às Índias, embora, até os primeiros anos do século 16, se pensasse que tivesse chegado.

Cientificamente, Colombo foi uma fraude, mas afinal ele não era cientista, era uma grande navegador. Historicamente, uma das mais importantes personalidades. Devemos considerar que ele seguiu muito das concepções da época.

A viagem de Colombo foi o primeiro desafio histórico conhecido do conceito da Terra esférica, envolvendo um grande empreendimento ou uma grande aventura. Colombo estava errado. Se estivesse certo teria chegado às Índias.

● ● ●

Os primeiros registros conhecidos do conceito da Terra esférica são da Grécia antiga. Acredita-se que, por volta dos século 6 ou 5 aC, alguns matemáticos gregos já concebiam uma Terra esférica.

Além das evidências verificadas na Astronomia, podia-se perceber a curvatura da superfície da Terra, por exemplo, observando-se os navios se afastando no horizonte. Com apenas 10 km de distância da costa, parte do casco de um navio já não é visível. A partir dos 20 km vê-se apenas os mastros, até o completo desaparecimento.

No século 4 aC o conceito de Terra esférica já era aceito por boa parte dos filósofos gregos. Por volta de 350 aC, Aristóteles formulou seis argumentos para prová-lo e relatou uma estimativa da circunferência da Terra, talvez de Eudoxo, de 400 mil estádios (cerca de 60 mil km). Arquimedes relatou que contemporâneos seus estimavam esse valor em 45 mil km*.

No século 3 aC, Eratóstenes, matemático e bibliotecário de Alexandria, realizou uma célebre medição da circunferência da Terra, chegando a 250 mil estádios, o valor mais próximo do real obtido na Antiguidade. Existem dúvidas, entretanto, com relação à conversão da unidade usada na época (estádio), resultando em divergências entre alguns autores. Exemplos: 37.000 km (Boyer*), 39.770 km (Mourão**) e 46.250 mil km (Robinson†). Veja detalhes no quadro ao lado.

O valor real da circunferência da Terra é de 39,9 mil km, para o diâmetro polar de 12.714 km, e de 40,1 mil km, para o diâmetro equatorial de 12.757 km.

Infelizmente, a medida da circunferência da Terra de Eratóstenes não foi considerada nos séculos seguintes, dominados pelas obras de Ptolomeu.

Cláudio Ptolomeu (c. 100 dC - 170), matemático e astrônomo grego, foi o autor da mais completa obra sobre Astronomia e Geografia da Antiguidade. Seus ensinamentos perduraram como verdadeiros por toda a Idade Média e até a época de Copérnico, no século 16, quando suas bases começaram a ser questionadas.

Ptolomeu adotou a estimativa de Posidônio da circunferência da Terra, que era de 180 estádios*, 28% menor que a de Eratóstenes. Além disso, a Ásia de Ptolomeu era cerca de 38% maior que o tamanho real. Esses resultados aproximaram muito a costa leste da Ásia da América, fazendo com que Colombo e outros acreditassem que ele realmente tinha chegada às Índias.

Por muitos séculos, depois de Aristóteles e Ptolomeu, a ideia da Terra redonda não foi acatada por grande parte das pessoas, mesmo entre os letrados. O problema da sustentação, mitologicamente resolvida pelo pobre Atlas, era uma das principais questões. A ideia de que a Terra ficasse zanzando pelo espaço não era popular. Outra questão era que as pessoas poderiam cair, caso fosse muito longe.

A esfericidade da Terra foi provada em 1522, com a circunavegação de Fernão de Magalhães, mas foi somente no final do século 17, que Newton apresentou uma solução científica para o problema do parágrafo anterior, com o conceito de gravidade.

Einstein apresentou uma solução diferente, no início do século 20, mas essa, que requer análise em quatro dimensões, quase todos continuam sem entender.

Autor: Jonildo Bacelar
Fonte: http://www.mapas-historicos.com/terra-redonda.htm

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Principais Posições do Islamismo

Direitos da Mulher: Em partidos islâmicos, as mulheres possuem alguns benefícios de curto prazo, embora elas estavam na linha da frente na maioria dos 2.011 levantes (revoltas). Poucos partidos políticos islâmicos tinham políticas esclarecidas ou encaminharam-se inclinando para promover a igualdade de gênero. No Egito, a Irmandade teve uma Irmandade ativa de membros do sexo feminino, mas se opôs à idéia de uma mulher presidente.

Os partidos salafistas eram mais restritivos. No Egito, eles se recusaram a permitir que os candidatos do sexo feminino com mandato por eleição de usar suas fotos na campanha ou em cédulas. Eles também favoreceram a separação dos sexos. "Queremos que a segregação na escola e em público e no local de trabalho para que as pessoas possam se concentrar", disse Sheikh Mohammed Kurdy, que foi eleito para o parlamento de curta duração a partir de Nour Partido do Egito em 2011. Ele tinha duas esposas e 10 filhos.

As mulheres saíram pior em áreas onde os extremistas tinham qualquer papel. Sob o governo de militantes, como o Estado Islâmico, as mulheres eram obrigadas a usar hejab, desencorajados de trabalho, e muitas vezes separados dos homens. Lutadores ISIS foram amplamente relatado ter tomado as mulheres e meninas em cativeiro, envolvidos em estupro e casamento forçado em fêmeas em seu território.

A Economia: Sobre a economia, a maioria dos islamistas políticos favoreceu um equilíbrio entre o livre mercado e da chamada justiça social, o que significou uma distribuição mais equitativa dos recursos de longo acumulados por regimes autocráticos. Políticas resultou de suas histórias orientadas a serviços e apoio popular em massa, bem como a partir de suas próprias experiências em pequenas empresas ou das profissões liberais.

Em contraste, os extremistas islâmicos invocado extorsão, sequestro e resgates, o contrabando, a instalações de petróleo capturados ou negócios e as doações de salafistas ricos do Golfo.

Política Externa: Relações entre partidos islâmicos e o mundo exterior estão inquietas, mesmo quando tolerada ou envolvidos um com o outro. Para o Ocidente, em particular, os islâmicos eram freqüentemente vistos como uma força política disputando contra os democratas, liberais e políticos seculares e por eles suportados. Para os islâmicos, o Ocidente foi visto como a força que apoiado décadas ou séculos de domínio autocrático. Quanto mais retórica do partido islâmico, o mais difícil as relações com a comunidade internacional.

Como Al-Qaeda em décadas anteriores, as milícias extremistas uniformemente rejeitaram relações com o Ocidente e deliberadamente estrangeiros apontado como um objetivo superior. O Estado Islâmico decapitado jornalistas americanos, trabalhadores humanitários britânicos e outros na Síria, liberando vídeos macabros como prova. Levou dezenas de Turkish diplomatas como reféns no Iraque. Seus porta-vozes e líderes fizeram ameaças inflamatórias contra o mundo exterior, especialmente no Ocidente, em sua busca para criar um califado global.

Fonte: http://www.newsweek.com/short-history-islamism-298235

Uma Curta História do Islamismo Moderno - Parte 4

A Implosão Islâmica

A quinta e a corrente de fase tem provado ser o mais turbulento. Entre 2012 e 2014, os partidos políticos que estavam dispostos a trabalhar dentro de sistemas para criar uma nova ordem ou perderam popularidade ou implodiu completamente. Simultaneamente, as milícias extremistas desenraizadas sistemas políticos completamente em outro lugar. A tendência, basicamente, flip-flop: Moderados eram cada vez mais substituídos por militantes.

A reversão se refletiu no Egito, o país árabe mais populoso. Em 2012, dois partidos-o islâmicos da Irmandade Muçulmana e mais fundamentalista Nour Party-juntos, conquistaram mais de 70 por cento das primeiras eleições democráticas para o Parlamento desde que a monarquia foi deposto em 1952. A Irmandade candidato, Mohamed Morsi, também ganhou o primeiro democrática eleição presidencial na longa história do Egito.

Mas dentro de seis meses, um tribunal constitucional determinou que os resultados das eleições parlamentares eram inválidos por uma questão técnica. Militar do Egito então dissolvido todo o corpo, em meados de 2012. Os tribunais também restaurou alguns dos poderes de emergência de prisão e detenção concedidos durante o regime autocrático. Para evitar que os tribunais de corroer ainda mais o poder do novo governo, o presidente Morsi degreed que a presidência estava acima do judiciário até que um novo parlamento poderia ser eleito.

Durante o próximo ano, Morsi ea Irmandade Muçulmana ficou sob crescente pressão dos militares. O público também mostrou sinais de crescente desilusão, frustração, medo e raiva. Na primavera de 2013, petições circularam exigindo a remoção de Morsi. No final de junho, milhões de pessoas saíram às ruas para protestar.

Em 3 de julho, o Conselho Supremo Militar, liderado pelo general Abdel Fattah el Sisi, deposto Morsi. Ele e maior parte de seu círculo íntimo foram presos. A festa de fraternidade foi declarada ilegal; seus ativos foram apreendidos. Morsi, no cargo há apenas um ano, foi julgado por traição e espionagem. Em meados de 2014, Sisi foi eleito presidente, retornando ao Egito do regime militar que havia dominado desde 1952.

Na Tunísia, o partido islâmico também enfrentou contratempos, se não tão grave. Ennadha ganhou por maioria nas primeiras eleições em 2011. Ele formou uma coalizão com dois partidos seculares para governar enquanto uma nova Constituição foi escrita. Mas ele não conseguiu melhorar a economia, criar postos de trabalho ou lidar com crescentes problemas de segurança.

Três anos depois, em 2014, ele ficou em segundo lugar nas eleições parlamentares para Nidaa Tounes (a chamada da Tunísia). O movimento islâmico não optou por executar um candidato nas eleições presidenciais, para evitar o confronto no Egito. A Presidência também foi vencido por um candidato Nidaa Tounes que tinha sido um alto funcionário sob os dois presidentes autocráticos que governou a Tunísia entre a independência, em 1956, e da revolta de 2011.

O declínio dos grupos islâmicos em ambos os países coincidiu com a ascensão de militantes. No Egito, Ansar Bayt al Maqdis, ou defensores da Santa Casa, surgiu depois da revolta de 2011. Operou-se para fora da Península do Sinai e no primeiro alvo Israel. Mas, depois da expulsão da Irmandade Muçulmana em 2013, que levou as forças de segurança egípcias também. No final de 2014, os principais líderes da Ansar declarou lealdade ao Estado Islâmico do Iraque e da Síria.

Na Tunísia, a ameaça veio do novo Ansar al Sharia, ou defensores da Lei Islâmica. Ela foi formada logo após a revolta dos presos políticos libertados detida pelo regime autocrático. Ele mobilizou protestos contra alvos culturais, incluindo uma estação de televisão e uma galeria de arte, em 2011. Ele cresceu cada vez mais violenta, com links para o ataque à embaixada dos Estados Unidos e uma escola americana em 2012, eo assassinato de dois políticos seculares em 2013, contrabando de armas e as tensões ao longo da fronteira.

Refletindo a diversidade entre os islâmicos, o governo liderado por islamistas moderados em Ennadha designada Ansar al Sharia um grupo terrorista em 2013. Ele autorizou as forças de segurança para enfrentar, deter, e atirar os membros que trabalham na violência. As tensões crescentes contribuíram para o declínio do Ennahda nas urnas em 2014. Muitos tunisianos votaram em segurança, política e econômica, sobre a incerteza política e as tensões internas.

A quinta fase também foi definida pela ascensão da milícia islâmica mais agressivo e ambicioso nos tempos modernos. O Estado Islâmico do Iraque e da Síria cresceu a partir da Al-Qaeda no Iraque em 2004. Ele cresceu entre os sunitas na província de Anbar do Iraque. Mas perdeu terreno no início de 2007, depois de uma nova força apoiada pelos Estados Unidos chamado os Filhos do Iraque mobilizou tribos locais contra ela. Parecia ser marginalizados.

Mas o tumulto após a revolta síria 2011, eventualmente, abriu espaço para ISIS a enraizar entre sunitas na vizinha Síria. Em 2013, ele mudou seu nome para ISIS. Sob a liderança de Abu Bakr al Baghdadi, ISIS apreendeu grandes pedaços de Iraque e na Síria em 2014 e declarado o novo Estado islâmico, um califado moderna. Em 2015, ele também havia vencido a fidelidade de milícias extremistas no Egito, Líbia e Paquistão.

O Futuro

No início de 2015, a próxima década no Oriente Médio parecia quase certo que será muito mais traumática do que a última década.

Para os partidos políticos islâmicos, o foco principal pode ser encontrado na fórmula para sobreviver e crescer, seja através de alojamento, compromisso ou reinvenção. O teste da realidade, muitas vezes, envolve encontrar soluções eficazes para debilitante problemas econômicos, tanto quanto empurrando para a mudança política em seus países.

A sua capacidade de coexistir com partidos seculares é susceptível de ser constantemente questionado e testado. Assim será a sua capacidade de realmente governar.

Entre milícias extremistas, o destino do Estado Islâmico será o pivô para determinar se as chamas da militância crescer ou diminuir. Suas ambições são para expandir bem além do Iraque e da Síria. Ele tem a riqueza, bem como equipamento americano capturado depois que o Exército iraquiano desmoronou-se sustentar.

Em 2015, ele ainda tinha mão de obra suficiente em voluntários, tanto locais como estrangeiros. Seus sucessos em 2014 eram infecciosas, solicitando lealdade de grupos militantes distantes um país ou continente de distância. Mas ele ainda tem que provar que ele pode efetivamente governar, tornando-o vulnerável a longo prazo para a resistência local.

Escrito por Robin Wright, membro o Centro Internacional Woodrow Wilson para Estudantes e o Instituto de Paz Americano.

Fonte: http://www.newsweek.com/short-history-islamism-298235

Uma Curta História do Islamismo Moderno - Parte 3

Os Politicos Islâmicos

Até 2012, mais de 50 partidos ou movimentos islâmicos tinha mobilizado dezenas de milhões de adeptos para as eleições em vários países árabes. Eles ganharam o direito de formar governos no Egito, Tunísia e Marrocos. Outros também foram ganhando força na Síria, Iraque, Iêmen, Líbia e Kuwait. Ao todo, foram responsáveis por mais da metade do mundo árabe 350 milhões de pessoas. Nenhum dos islamitas estavam prontos para governar, no entanto. A maioria estava tão surpreso quanto os autocratas dominantes na velocidade e amplitude das revoltas. Os islâmicos se juntaram inicialmente para evitarem ser excluídos ou marginalizados. Eles se esforçavam para desenvolver planos práticos para governar. Nenhum deles tinha projetos específicos.

"Tem sido um curso intensivo extremo para nós", Irmandade Muçulmana conselheiro de política externa Essam al Haddad disse ao The Wall Street Journal um mês depois de 2012 as eleições parlamentares do Egito. "Lembre-se, há 60 anos que estavam trabalhando no subsolo e agora nós viemos para a luz e são olhar diretamente para o sol. Estamos todos piscando e esfregando os olhos, como os mineiros chilenos. Para se adaptar a isso leva tempo, e nós não temos tempo. "

Como os partidos islâmicos fez bem nas urnas em 2011 e 2012, tornaram-se tanto mais assertiva e mais ambicioso. Muitos exibiu uma arrogância inebriante, presumindo-se o direito exclusivo de dar forma à nova ordem. Sua ascensão ao poder foi, por sua vez, inquietante para os dois grupos seculares no país e um mundo exterior que ainda associados islamismo com fanatismo.

A crescente variedade de partidos políticos islâmicos constituíam um todo novo bloco-separado dos movimentos puramente militantes. As distinções entre eles eram frequentemente matizada. Mas os grupos compartilhavam pelo menos quatro denominadores comuns.

Em primeiro lugar, muitos partidos políticos não abraçaram o governo teocrático, mesmo enquanto eles empurraram fortes agendas ou valores islâmicos. Nenhum foi moderado em qualquer sentido ocidental, embora alguns eram progressivas em um contexto islâmico.

Para a maioria das partes, não houve modelos políticos. República islâmica xiita do Irã não era um modelo, nem era a monarquia sunita religiosa da Arábia Saudita, até mesmo para os grupos que tiveram ajuda ou inspiração de um ou outro. E qualquer que seja a retórica, re-criando o califado ou restaurar a pureza da vida, desde o tempo do profeta Maomé no século VII não era o que eles estavam realmente depois.

Turquia e Malásia foram mais atrativas como modelos a imitar, embora muitas vezes por suas proezas econômica e os laços internacionais. Apesar de seus valores salafistas ultraconservadores, Nour Partido do Egito citou o Brasil como modelo e elogiou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, um socialista, especificamente para tornar o Brasil um dos 10 maiores economias do mundo. "Nós queremos copiar a experiência brasileira aqui", disse o porta-voz Nour Nader Bakkar. "Eu quero empurrar as pequenas e médias empresas, também."

Partidos islâmicos começaram com uma ênfase em se adaptar às realidades do século 21, mesmo que às vezes ingenuamente ou desajeitadamente. Muitos estavam lutando para descobrir como criar empregos e pegar o lixo com o mesmo fervor que uma vez de forma simplista pregou "O Islã é a solução" para praticamente qualquer assunto.

Em segundo lugar, a maioria dos 50 partidos políticos renunciaram táticas terroristas. Hamas sunita nos territórios palestinos e xiita Hezbollah no Líbano foram exceções críticas. Ambos competiram em eleições democráticas aprovados pela comunidade internacional, mas ambos também continuaram a armar e implementar activamente as suas asas de milícias.

Mas a maioria dos partidos islâmicos condenaram o absolutismo político de franquias da Al-Qaeda para desacreditar a sua fé e tornar a vida mais difícil para os fiéis. Na verdade, os militantes assassinados longe mais muçulmanos do que os ocidentais.

Muitos partidos ainda usavam uma linguagem mordaz sobre Israel, que era inaceitável para a comunidade internacional. A maioria apoiou os palestinos em uma ou mais formas de "resistência" contra Israel. Mas a maioria dos líderes e seguidores também se opôs a outra guerra com Israel ou táticas terroristas contra os membros de outras religiões.

Após a eleição do Egito 2012, os dois vencedores partidos islamitas se comprometeram a manter todos os tratados internacionais do Cairo. A decisão foi um forte contraste com o 1981 assassinato de Anwar Sadat por militantes islâmicos depois que assinou o primeiro tratado de paz com Israel.

Em terceiro lugar, o Islã político foi definido por um espectro cada vez mais amplo. E nenhum com visão dominante. De fato, à diversidade, os islamitas estritamente acreditam em apenas um verdadeiro caminho para Deus. Alvos variam muito. Na verdade, os islamitas raramente falavam com uma só voz, mesmo dentro dos movimentos.

Alguns partidos, nomeadamente no Egito, eram realmente rivais. Juntos, dois partidos islâmicos ganharam cerca de 70% dos assentos no parlamento em 2012 e, em seguida, começaram a alfinetar um ao outro. Conservador funcionários da Irmandade Muçulmana descreveu seus rivais salafistas como inexperientes e extremos, enquanto membros do Partido salafista ultraconservadores disseram que os irmãos haviam comprometido seus princípios islâmicos.

Partidos islâmicos até demonstraram vontade de trabalhar com partidos seculares e centristas, alguns como parceiros. Depois de ganhar uma pluralidade com 41% do voto popular, o partido Ennahda da Tunísia optou por formar um novo governo, com dois partidos seculares. Em uma das alianças mais estranhas, Hezbollah formaram uma coalizão com um partido cristão de direita em 2006, que durou anos.

Se a ampliar a sua base de poder ou aliviar suspeitas, alguns partidos islâmicos demonstraram que eles não estavam indo para fazer o que foi feito a eles, pelo menos por agora.

Em quarto lugar, os grupos islâmicos estavam sob pressão para dar prioridade a realidade sobre a religião no início do século 21. Os mesmos dados demográficos que contribuíram para protestos de rua contra geriátricas autocratas-mais de 60 por cento do mundo árabe 350 milhões de pessoas estavam sob a idade de trinta e também alimentou desafios internos aos líderes islâmicos geriátricos.

A geração mais jovem, muitas vezes não comprar em posições intolerantes, inflexíveis, ou impraticáveis. Em alguns casos, como na Irmandade Muçulmana do Egito, os jogadores chave dividida. Partidos islâmicos enfrentou outras fraturas quando eles não abordam os desafios da existência diária.

Realidades econômicas Dire também forçou uma sóbria, se às vezes relutante, o pragmatismo. Como transição do Egito começou em 2011, uma pesquisa Gallup descobriu que 54 por cento dos egípcios listados empregos e desenvolvimento econômico como suas principais prioridades. Menos de 1 por cento dos egípcios disseram que implementar a lei islâmica era a sua prioridade. Os resultados foram semelhantes, independentemente da filiação partidária.

Um mês depois de ganhar mais de 45 por cento dos assentos no parlamento em 2012, Irmandade Muçulmana do Egito aprovou, em princípio, uma proposta para emprestar 3,2 bilhões dólar dos EUA a partir do Fundo Monetário Internacional. A decisão foi um flip flop para a Irmandade depois de anos de criticar o Ocidente e se distanciar instituições ocidentais.

A decisão reflectiu o reconhecimento de que a pureza ideológica era um luxo que o grupo não podia pagar. "De repente, nós nos encontramos pela primeira vez, e depois de um processo de aprendizagem muito, muito curto, pediu para tomar uma posição que afetaria a vida de todos", Haddad disse ao The Wall Street Journal.

No início do século 21, as forças da globalização, do comércio e do turismo para a Internet-também tornou mais difícil para os partidos islamistas a isolar-se do resto do mundo. Algumas partes, nomeadamente os do Egito e da Tunísia, literalmente não podiam pagar para transformar totalmente para dentro.

Depois de ganhar mais de 25 por cento dos assentos no parlamento do Egito em 2012, o Partido Nour Salafi propôs a criação de um novo campo do turismo médico para fazer o Egito, mais uma vez como o Brasil, em um centro de saúde de baixo custo cuidados, até mesmo para os americanos.

Fonte: http://www.newsweek.com/short-history-islamism-298235

Uma Curta História do Islamismo Moderno - Parte 2

Uma nova fase

Em 2011, as revoltas árabes estridentes desencadearam uma quinta fase. Tudo começou depois de desobediência civil pacífica sem precedentes na região mais volátil do mundo. Dentro de um único ano, uma onda de revoltas abriram espaço político para os movimentos islâmicos que lutaram por décadas em um caso, quase um século, só para chegar na porta. Muitos de seus líderes haviam passado suas carreiras simplesmente tentando ficar fora da cadeia.

Fases anteriores eram frequentemente uma reação aos regimes repressivos, os conflitos regionais, ou a intervenção estrangeira. A nova fase tem mais de uma missão pró-ativa.

Pesquisas em 2011 uniformemente mostraram que a maioria dos árabes queriam uma maior influência em sua vida política. A busca foi enquadrada mais frequentemente como de "justiça social" e "dignidade", a auto-determinação, a participação política, a liberdade de expressão, a responsabilidade e a justiça equitativa, como uma busca pela democracia liberal.

Mas em países pós-insurreição, pesquisas de opinião pública também uniformemente descobriram que a maioria era favorável aos partidos que foram moldados moderadamente ou fortemente por valores islâmicos. A mudança não significa necessariamente rigorosa Islã como um princípio, mas apenas uma forma de vida, política, educação, costumes sociais e vestimentas. Cada país ou cultura tinha sua própria dinâmica e questões. A mudança também pode significar a reforma em um pacote conservador.

Como as pesquisas indicavam, a eleição de partidos islâmicos refletiram uma mudança que se estende para além do devoto. Muitos árabes queriam usar a sua fé como um meio para um fim, e não como um fim em si mesmo ou como uma forma de encontrar respostas, em vez de ser a própria resposta.

Politicamente, o Islã ofereceu um espaço confortável e legitimidade para procurar soluções compatíveis com as tendências globais. Para muitos, ele não estava mais sobre a criação de um Estado islâmico ideal. Era mais sobre a síntese de valores do Corão com modos de vida do século 21 gerou pela Internet, Facebook, e televisão por satélite.

O mundo lá fora viu a mudança como uma tendência ao islamismo. Mas muitos na região, em vez disso, viram os islamitas sendo puxados em direção à democracia. "Sem o Islã, não teremos qualquer progresso real", explicou Diaa Rashwan Al Ahram, do Centro do Cairo para Estudos Políticos e Estratégicos.

"Se voltarmos para o Renascimento europeu, que foi baseado na filosofia e herança grega e romana, quando os países ocidentais construíram o seu próprio progresso, eles não saem de sua história epistemológica ou cultural. O Japão está ainda vivendo na cultura do Samurai, mas de uma forma moderna. Os chineses ainda vivem as tradições criadas pelo confucionismo. Sua versão de comunismo não é, certamente, da Rússia.

"Então, por que", ele meditou, "nós temos que sair da nossa história?"

Fonte: http://www.newsweek.com/short-history-islamism-298235

Uma Curta História do Islamismo Moderno - Parte 1

Islamistas têm produzido abalos políticos em todo o Oriente Médio, com um efeito de ondulação em todo o mundo. Islamistas agora assumem muitas formas, desde os moderados na Tunísia para militantes do Estado Islâmico, também conhecido como ISIS.

Juntas, as diferentes facções indiscutivelmente alteraram o Oriente Médio mais do que qualquer tendência, uma vez que os Estados modernos ganharam a independência ao longo do século passado. Eles redefiniram a política e até mesmo fronteiras.

A turbulência e transformação, por sua vez, redefiniram os desafios de segurança para o mundo lá fora também. No início de 2015, a esmagadora maioria dos americanos (cerca de 70%) identificou o Estado Islâmico como a principal ameaça para os Estados Unidos, de acordo com uma pesquisa da Universidade de Maryland. As próximos duas principais ameaças foram: o conflito palestino-israelense (13%) e Irã (12%), também movimentos islâmicos envolvidos.

O islamismo é agora uma das forças mais poderosas do século 21.

Em 2015, os islâmicos se dividiram em dois grandes grupos: Partidos políticos que disputam posição dentro de sistemas e extremistas usando a violência ou fazendo guerra. Algumas facções tentaram ser ambos. Mas em 2015, os grupos políticos e milícias extremistas também se tornaram rivais por influência, e às vezes até mesmo inimigos.

No Princípio

O primeiro movimento islâmico, na verdade, remonta quase um século. Islamismo evoluiu em cinco fases. Não tem sido uma trajetória reta. Cada fase refletiu o escopo da mudança no tamanho, finalidade política, prioridades e táticas.

Islamismo moderno originalmente surgiu em resposta a múltiplas crises no vácuo criado pelo colapso do Império Otomano e como uma alternativa para as ideologias dominantes de ambos Leste ou Oeste. Muitas vezes, no contexto do colonialismo europeu, os líderes islâmicos argumentaram que o mundo estava explorando, controlando ou destruindo terras muçulmanas. A única maneira de defender a fé era lutar politicamente, socialmente e fisicamente.

Islamismo moderno começou com uma pequena cela em 1928, quando uma professora de 22 anos de idade, mobilizou seis trabalhadores descontentes do Suez Canal Company do Egito. Ele foi originalmente um movimento social e religioso. Mas pouco grupo de Hassan al Banna se transformou na Irmandade Muçulmana, o primeiro movimento islâmico popular no mundo árabe. Ele eventualmente gerou mais de 80 filiais em todo o mundo.

A irmandade criou o modelo de inicialização que inicialmente focada em fusão dos serviços públicos, como escolas, clínicas, cooperativas, clubes sociais, prestadores de bem-estar e grupos de apoio religiosos. Os serviços públicos evoluíram para mini-estados, tendo agendas políticas distintas para mudar o resto da sociedade também. Muitos outros movimentos islâmicos mais tarde copiaram a fórmula.

A primeira fase atingiu o pico na década de 1970, quando as ideologias seculares não conseguiu entrar. O ponto de virada foi a guerra de 1973, quando os árabes lutaram pela primeira vez em nome do Islã.

O ataque de Israel no Egito foi a Operação Badr após a primeira vitória do profeta Maomé em 623 dC. Os árabes voltaram a perder militarmente, mas eles ganharam objetivos políticos, incluindo o princípio da terra pela paz. O Islã tornou-se uma maneira de ganhar para mobilizar o público para uma guerra regional.

Em 1979, o Islã também redefiniu a política regional. Revolução de fogo do Irã se uniram a grupos de oposição díspares, sob a bandeira do Islã. Liderados por um clérigo septuagenário, a coligação acabou com o regime dinástico que remonta mais de 2.500 anos e, então, criando apenas uma teocracia moderna do mundo.

Pela primeira vez desde que a fé foi fundada quatorze séculos antes, clérigos governaram um Estado. O Islã era de repente uma alternativa política moderna, também.

A apreensão da Grande Mesquita da Arábia Saudita por uma célula fundamentalista refletiu a crescente rejeição da modernização com base em formas ocidentais, que tinha sido o modelo em muitos países desde suas décadas de independência. Durante as duas semanas de aquisição, os extremistas declararam a monarquia ilegítima. Eles proclamaram a regra dos Mahdi, o Redentor Muçulmano, até que as forças francesas foram trazidas para ajudar a retomar o santuário mais sagrado do Islã.

Este drama levou regimes à redefinir a modernização em termos mais islâmicos. Abalada internamente, a monarquia da Arábia Saudita cedeu mais terreno para clérigos wahabitas. Mesmo regimes mais estreitos reataram. Sob a presidência de Anwar Sadat, do Egito, alteraram sua Constituição para garantir que Sharia, ou lei islâmica, fosse a base de toda a legislação.

A segunda fase aconteceu na década de 1980. Ela testemunhou a ascensão do extremismo suicídio e da violência em massa. A tendência começou entre os xiitas, para quem o martírio tem sido um princípio central de quatorze séculos. Ele logo se espalhou para militantes sunitas, para os quais não era uma crença de longa data. As táticas violentas por parte de extremistas religiosos começaram a redefinir a guerra moderna.

As células embrionárias do Hezbollah do Líbano iniciou atentados suicidas com ataques contra alvos americanos e israelenses no início de 1980. A partir do início de 2012, a maior perda único que militares norte-americanos vivem desde a Segunda Guerra Mundial ainda foi o bombardeio do Hezbollah ao quartel dos Pacificadores da Marinha, em Outubro de 1983, que matou 241 pessoas. Duas embaixadas americanas em Beirute também foram destruídas, assim como várias instalações militares do os que ocupam Forças de Defesa Israelenses.

Entre os sunitas, dois movimentos militantes ocuparam as manchetes de distância da Organização de Libertação da Palestina, um grupo guarda-chuva para várias facções seculares. A Jihad Islâmica foi lançada no início de 1980. Seu manifesto chamado para a eliminação da "entidade sionista" e da criação de um Estado palestino governado pela lei islâmica.

Ele despachou dezenas de bombas humanas contra soldados israelenses, bem como civis. Hamas surgiu em 1987 durante a revolta popular conhecida como Intifada, que literalmente, significa "sacudir." Hamas, também, logo começou a despachar guerreiros suicidas.

Ao longo da década de 1980, milhares de sunitas de todos os vinte e dois países árabes também verteram para o Sul da Ásia para desafiar a ocupação do Afeganistão pela União Soviética. Foi a primeira Jihad militante moderna. Muitos desses árabes militantes, incluindo Osama bin Laden, mais tarde assumiu suas habilidades e paixões casa para lançar jihads locais.

Em todos os três casos, os grupos militantes justificam a violência como resposta à intervenção por exércitos externos ou ocupação por potências estrangeiras. Mais uma vez, a partir de sua perspectiva, a violência foi uma reação. A década de 1980 foi uma década particularmente mortal.

A terceira fase foi marcada pela ascensão de partidos políticos islâmicos na década de 1990. A ênfase deslocou-se da cédula, ou uma combinação dos dois. Islamistas começaram a correr dentro de sistemas políticos, não mais simplesmente sabotá-los. No processo, os islâmicos tinham de fazer slogans simplistas para desenvolver agendas de ação multi-temáticas.

Argélia foi a pioneiro, em 1991, como a Frente Islâmica de Salvação, que começou a bater mais de cinquenta partidos na primeira eleição totalmente democrática do mundo árabe. A Frente foi vista como um grupo de praticantes, em contraste com o partido corrupto e letárgico que tinha governado desde a independência três décadas antes.

O experimento descarrilou antes do segundo turno final em 1992, quando o exército argelino tomou o poder. Apoiado por tanques nas ruas de Argel, a nova junta anulou o voto, proibiu a Frente e prendeu seus líderes. Uma facção militante subterrânea, o Grupo Islâmico Armado, logo lançou ataques contra alvos do governo. Ao longo da próxima década, mais de 100 mil argelinos morreram em uma guerra civil entre o regime militar e os extremistas.

No entanto, partidos islâmicos em outros lugares sem a experiência, foram ainda mais estimulados por dois turnos globais: O fim da Guerra Fria (que alterou o equilíbrio de poder no Médio Oriente e cálculos políticos). A primeira onda de eleições democráticas em outro lugar, com o poder de centenas de milhões de pessoas, desde a Rússia à Roménia e da África do Sul para o Chile - inspirou a busca do poder individual.

Em 1992, após uma década agindo escondido, o Hezbollah, Hassan Nasrallah, levou o partido xiita em eleições libanesas.A Irmandade Muçulmana do Egito correu para o parlamento em 1995, após uma década de competição com outros partidos políticos. A Frente de Ação Islâmica da Jordânia tornou-se o maior partido da oposição eleito para o parlamento. De Marrocos ao Kuwait, para repleta Iêmen, partidos islâmicos capturaram a imaginação de muitos eleitores.

A quarta fase começou após os ataques da Al-Qaeda em 11 de setembro de 2001, que foram traumáticos para muitos muçulmanos a meio mundo de distância e para os americanos que testemunharam ataques ao World Trade Center e ao Pentágono. No mundo árabe, centenas de milhões viram-se contaminados por um homem que não conheciam e um movimento que apoiavam.

Os muçulmanos também foram cada vez mais vitimizados, como extremistas, expandiram seus ataques suicidas de Marrocos sobre o Atlântico para a Arábia Saudita, no Golfo Pérsico. Quase 3.000 pessoas morreram em 9/11, mas os militantes mataram mais de 10 mil de seus irmãos em atentados suicidas e outros ataques ao longo da próxima década. A estratégia extremista saiu pela culatra. Nos olhos árabes, as muitas formas de militância custou caro, improdutivo e, finalmente, um aspecto desagradável.

"Toda mãe na Arábia Saudita ou qualquer outro país do Golfo quer seu filho ou filha para transportar um laptop em vez de um rifle ou uma adaga", refletiu Khaled al Maeena, editor de Arab News, na Arábia Saudita, em 2009. "O apelo de morte e destruição não carrega muito significado mais porque os jihadistas não conseguiram fornecer algo construtivo ".

Durante a primeira década do século 21, a resposta árabe era uma espécie de contra-jihad foi a rejeição de movimentos extremistas e táticas para alcançar objetivos políticos. A resposta levou a muitas formas tangíveis. Mas entre os mais imaginativos foram os debates islâmicos nos campos universitários, no seio da sociedade civil, entre os exilados, e mesmo entre os islâmicos presos sobre os meios mais eficazes de mudança.

Os chamados debates-prisão, no Egito e na Líbia, acabaram levando o Grupo Islâmico do Egito (al Gamaa al Islamiyya) a renunciar à violência em 2002 e o Grupo de Combate Islâmico Líbio de rejeitar o terrorismo em 2006. Uma série de pesquisas de opinião pública após 2007 rastreados o declínio constante no apoio à jihad destrutivo.

Clérigos chave também mudou posições. No 9/11 aniversário em 2007, o xeque Salman al Oudah, um clérigo saudita que tinha sido por muito tempo o modelo de bin Laden mais antigo papel, escreveu uma carta aberta denunciando o líder da Al-Qaeda.

"Quantas pessoas, crianças, idosos e mulheres inocentes foram mortos, mutilados, ou banidos em nome da Al-Qaeda?", Escreveu. "Você vai ser feliz ao encontro de Deus todo-poderoso carregando o fardo dessas centenas de milhares, se não milhões, de pessoas inocentes em suas costas?"

Fonte: http://www.newsweek.com/short-history-islamism-298235